Não entrega de proposta de orçamento preocupa reitor

A não entrega da proposta de orçamento para 2018 à Direção Geral do Orçamento por parte da Universidade da Beira Interior é um dos temas que o reitor irá focar no seu discurso de tomada de posse que decorre esta tarde. De resto, em declarações à agência lusa, o reitor refere que o facto de a proposta orçamental para 2018 não ser submetida “é uma consequência clara do subfinanciamento crónico que a UBI enfrenta há vários anos e que, a prazo, vai resultar no estrangulamento financeiro porque, como tenho referido sistematicamente, não recebemos sequer o valor suficiente para pagar os ordenados”.

António Fidalgo, que irá hoje ser reconduzido em novo mandato, afirma que a instituição da Covilhã estava impossibilitada de realizar tal procedimento, “em respeito pela lei e pelas regras contabilísticas, que exigem um equilíbrio entre as receitas e as despesas”. O reitor diz-se “preocupado”, mas salienta que “compete à tutela resolver a situação”. Fidalgo esclarece ainda que, no dia 17 de agosto, deu conhecimento à tutela da impossibilidade de submissão da proposta e que já a 24 de agosto pediu uma reunião à Comissão de Educação e Ciência na Assembleia da República, de modo a expor o problema relativo ao subfinanciamento da UBI.

Recordo que António Fidalgo toma hoje posse para mais um mandato à frente da universidade. Ao longo dos próximos 4 anos vai ser auxiliados por 4 vice-reitores (Mário Raposo, Paulo Moniz, João Canavilhas e José Carlos Páscoa) e por três pró-reitores (Ana Catarina Carapito, Manuel Carlos Lemos e Anabela Leitão Dinis).

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