Protesto dos enfermeiros do CHCB

O protesto dos enfermeiros continua a nível nacional até sexta-feira. Dia 13 de Setembro foi a vez de mais de 100 enfermeiros do Centro Hospitalar Cova da Beira se juntarem em vigília.
Paulo Tourais, enfermeiro especialista em saúde materna e obstétrica, disse à redação da Rádio Clube da Covilhã que os enfermeiros “protestam porque há mais de 15 anos que são maltratados no que são os seus direitos”. “De resto foram os enfermeiros com título de especialidades nesta área, mas a realizarem tarefas de enfermagem comum, que iniciaram este protesto que agora é de todos” acrescentou Paulo Tourais. Um exemplo desta situação é caso de Ana Patrícia Augusto, enfermeira desde 99. Tem título de especialidade mas não é reconhecida como tal e, por isso, reclama “respeito e valorização”. Junto com os restantes enfermeiros afirma que “chegou a hora de dizer basta”. Esta é uma luta essencialmente pela carreira, acrescentou ainda Paulo Tourais, que “reivindicam a reformulação do atual modelo” para um que permita que “todos possam progredir” ao longo da vida profissional.

Os enfermeiros reivindicam ainda o diferencial do salário mensal, que em alguns casos pode atingir uma diferença de 800 euros. No mesmo serviço há enfermeiros que realizam as mesmas tarefas – alguns na carreira de especialistas, e outros, que mesmo tendo a especialidade e exercendo – são remunerados como enfermeiros generalistas, o que dizem ser “uma injustiça”.

É contra esta situação que lutam, mas também exigem respeito, pois dentro do Serviço Nacional de Saúde são quem está com o utente 24 horas. Angela Silveira, recorda que na sexta-feira o SNS comemora mais um aniversário, e que esta é uma boa oportunidade para o governo reconhecer a importância destes profissionais, em quem os utentes depositam esperança e confiança.

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