Vereadores da CMC “despedem-se” do executivo camarário

Teve lugar ontem, na Câmara Municipal da Covilhã, a última reunião do executivo camarário do atual mandato. Para além da agenda normal do dia, a sessão ficou marcada pelas despedidas do executivo, em que para dois dos elementos, Joaquim Matias e José Pinto, foi o adeus à vida política.

Joaquim Matias, eleito pelo PSD há 4 anos, pôs fim a “24 anos dedicados à causa política” e afirma que a Covilhã, “cidade a quem muito deve”, irá “continuar a contar com ele, mas em regime de voluntariado”, agradecendo a Vítor Pereira a confiança que teve em si. José Pinto, eleito pela CDU, sai com a “consciência de dever cumprido”, colocando um ponto final na sua vida autárquica por considerar que, neste momento, “a política se faz por caminhos cinzentos que não são os seus”.

Carlos Martins não se despede, pois irá continuar na política ativa. O candidato pelo Partido Socialista à União de Freguesias de Covilhã e Canhoso deixou, no entanto, uma “sugestão” ao próximo executivo, “olhar para os setores mais carenciados da sociedade covilhanense”.

A sensação de dever cumprido foi nota comum nas declarações de todos os vereadores. Nuno Reis, eleito pelo Movimento Acreditar Covilhã (MAC), realçou alguns pontos que não conseguiu levar por diante enquanto vereador da oposição e considerou que, na medida do possível, fez o que estava ao seu alcance. Jorge Torrão, eleito pelo PS, não se sentiu preparado para grandes despedidas, realçando apenas “o apoio que teve dos colaboradores da autarquia e a humildade com que exerceu as suas funções”, afirmando que “foram anos de aprendizagem e enriquecimento político e pessoal”. Pedro Farromba, eleito pelo MAC, também se despediu da ligação à vida política, afirmando que “sai sem mágoa pelo que fez, mas com mágoa pelo que vê que alguns querem fazer”. Vítor Pereira, Presidente da Câmara Municipal, realçou o “debate democrático que sempre esteve presente no executivo” e despediu-se com um “até já”.

Dia 1 de Outubro os covilhanenses serão chamados às urnas para eleger os 7 elementos que constituirão o executivo camarário para os próximos 4 anos.

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