O comboio volta a ligar a Covilhã e Guarda em 2019

A obra de modernização do troço ferroviário Covilhã-Guarda, da Linha da Beira Baixa, foi adjudicada por 52 milhões de euros e, segundo o ministro do Planeamento e das Infraestruturas, deverá estar concluída em 2019.

Pedro Marques esteve na Estação Ferroviária da Guarda, onde decorreu a cerimónia de adjudicação da empreitada, que inclui a construção da Concordância das Beiras, troço de ligação entre a Linha da Beira Alta e a Linha da Beira Baixa. A empreitada vai permitir a reabertura da via ferroviária, que está fechada desde 2009. Além disso, sublinhou o ministro, “é uma obra importantíssima para permitir desenvolver, a seguir, a obra de renovação da Linha da Beira Alta”.

Segundo o ministro, a intervenção que vai ser feita na Linha da Beira Baixa é “a maior obra do investimento ferroviário da última década”.

À nossa reportagem Vítor Pereira, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, já disse que para o concelho e para a região esta é uma obra de grande importância, tanto para a deslocação de pessoas como para o escoamento de mercadorias.

Para além de beneficiar as empresas que já aqui estão implantadas, Vítor Pereira refere que este será mais um forte argumento para captar investimento para o concelho.

Para além destes benefícios o autarca não esquece também o fator turismo, até porque, afirma, a linha da Beira Baixa oferece um autêntico cartão postal nas suas paisagens.

De resto, as muitas obras de arte existentes ao longo do traçado são motivo de interesse, sendo uma delas a Ponte do Corge, no concelho da Covilhã, cuja demolição chegou a ser equacionada. Esta ponte será mantida neste projeto, garante o autarca.

Depois do encerramento em 2009, está previsto para 2019 o arranque da circulação de comboios no troço Covilhã-Guarda da Linha da Beira Baixa.

A intervenção contempla a renovação integral de 36 quilómetros de via e a eletrificação da ferrovia. A obra também integra, entre outros trabalhos, a reabilitação de seis pontes centenárias, a remodelação de estações e apeadeiros, a drenagem e estabilização de taludes e a automatização e supressão de passagens de nível. Quando as obras estiverem realizadas, segundo António Laranjo, a ligação ferroviária entre as cidades da Guarda e da Covilhã será feita em “cerca de 40 minutos”.