Plataforma cívica diz que redução é insuficiente

Em nota de imprensa, a plataforma cívica que defende a abolição de portagens na A23 e A25 considera insuficientes os descontos anunciados pelo governo e afirmam que “vão continuar mobilizados contra aquele que é o maior custo de contexto das regiões atravessadas pela A23, A24 e A25: o custo associado às portagens que prejudicam fortemente a mobilidade de pessoas, turistas e bens num território sem alternativas viárias às SCUT.”

Assim a plataforma mantem a decisão de realizar uma ação pública, no dia 22 de setembro, em Lisboa. Na mesma nota consideram que reduzir as portagens apenas para transportes de mercadorias é “manter um cenário de desemprego, desinvestimento e, pior do que isso, ser cúmplice de um nível de sinistralidade elevado pela utilização permanente de estradas secundárias”. A plataforma é constituída por sete entidades dos distritos de Castelo Branco e da Guarda.

Também a União de Sindicatos de Castelo Branco (USCB) em comunicado apelida de insuficiente esta medida que apenas “apoia o capital e deixa de fora os trabalhadores”.

Escrevem que “não estando em causa a redução agora anunciada (até porque ela é resultado da pressão que temos feito) ao deixar de fora as populações e os trabalhadores o governo minoritário do PS mostra muito bem a sua natureza de classe”.

Acrescentam que “é absolutamente falso que esta medida permita estimular o emprego porque com a precariedade, com os baixos salários e com os altos custos das portagens até podia haver oferta de emprego e não haver trabalhadores disponíveis para o aceitar e este é o verdadeiro problema que é preciso resolver”.

Para a USCB “tentar dizer que a redução exclusivamente para os veículos de transporte de mercadorias é a boa medida, porque ela, excluindo população e trabalhadores, é insuficiente e só pode ser entendida como mais uma cobertura aos interesses e aos lucros chorudos das concessionárias das autoestradas”.