CDS critica medida governamental

A acusação é do vice-presidente do CDS Adolfo Mesquita Nunes, que na passada sexta-feira, 6 de junho, em conferência de imprensa, denunciou o que considera “o colapso” de alguns serviços. “Há 35 horas, mas não há camas, nem médicos nem enfermeiros”, referiu, especificando que no caso do CHCB o caso mais grave se vive no serviço de oftalmologia em que a lista de espera ultrapassa os 2 anos. Mesquita Nunes lembra que na Guarda, como consequência desta medida, “até já fecharam serviços, já fecharam camas. As consequências são graves e ainda mais no interior do País, onde já se sentia a falta de recursos”. Para o centrista a irresponsabilidade do governo traz consequências graves para o interior.

Em comunicado, o CHCB já garantiu que “não haverá qualquer encerramento ou perda de serviços especializados, mas sim a estruturação eficiente dos recursos disponíveis atenta na procura expressa, não advindo daí qualquer alteração ou prejuízo para o tratamento e acompanhamento dos doentes internados afetos a essas mesmas especialidades”

O Conselho de Administração do Centro Hospitalar Cova da Beira dá conta no mesmo documento de que “atempadamente” fez o reporte à tutela em que identificou a necessidade de contratação de recursos humanos das várias classes profissionais afetadas”, acrescenta que o impacto das 35 horas “está a ser minimizado com a habitual compreensão e elevado profissionalismo de todos os colaboradores deste Centro Hospitalar, e com a já iniciada contratação de pessoal”. No comunicado afirmam ainda “que o CHCB, no âmbito da gestão organizacional dos seus recursos procede desde sempre à reorganização dos serviços no sentido de manter a oferta de cuidados aos cidadãos com qualidade e segurança. Trata-se aliás de prática comum vinda a adotar sempre e quando a Instituição é confrontada com desafios inesperados colocados por circunstâncias não previstas (por exemplo, pandemias).