Bloco contra praxes

Por: Gina Almeida

O Núcleo Concelhio da Covilhã do Bloco de Esquerda em comunicado “repudia veementemente os atos de violência comummente denominados de praxe, recentemente cometidos por estudantes da Universidade da Beira Interior”.

No mesmo documento o Núcleo “solidariza-se com os alunos vítimas de abusos, por considerar que a praxe é uma instituição violenta e que em nada contribui para a integração na vida académica, na cidade e nas faculdades”.

De resto, o Grupo Parlamentar do Bloco questionou esta segunda-feira o governo sobre esta matéria.

Recordando que, segundo relatos na imprensa “há um “grupo secreto” ligado à praxe académica, que operará há vários anos na Universidade da Beira Interior, que tem por hábito sequestrar alunos à noite e transportá-los para a Serra da Estrela, onde são despidos, interrogados e agredidos com recurso a pás. Posteriormente, os novos alunos serão ainda incumbidos de várias “missões”, para que possam vir a integrar a “seita”. Entre elas, serão incentivados a “arranjar fotografias de colegas nuas que depois são colocadas num grupo privado numa rede social”.

O Bloco questiona se o Ministério da Ciência e do Ensino Superior tinha conhecimento desta situação e tendo agora o Bloco pergunta “que diligência tomou ou pretende tomar?”.

Os bloquistas querem ainda saber se “o Ministério está disponível para intervir de forma clara e consequente sobre a realização de praxes no seio das instituições de ensino superior, assumindo uma posição em defesa da dignidade dos estudantes e condenando todo o ato de violência e humilhação que esta atividade promove”.