Unhais: Assembleia de freguesia adiada por falta da bancada do PS

A bancada do PS na Assembleia de Freguesia de Unhais da Serra faltou em bolco à assembleia, marcada para ontem à noite, o que levou ao seu adiamento e à revolta do público presente na sala, que utilizou palavras como “vergonha” e “falta de respeito” para qualificar a situação. A reação do público teve lugar logo após o anúncio do adiamento da reunião.

A oposição, 3 elementos da bancada eleita pelo movimento de Novo Covilhã e 1 da lista Independente Todos por Unhais, apontaram o dedo à maioria socialista que acusam de “ter medo de debater os temas em agenda”, qualificando a marcação da assembleia extraordinária como “embuste”.

O independente José Jerónimo disse que “esta atitude demonstra a consideração que têm pelo povo de Unhais”, adiantando que denota medo de debater com a população”. O eleito da lista Todos por Unhais afirma que a falta coletiva “foi uma combinação” e espera que na próxima semana o povo da vila responda “não ficando em casa”.

Carlos Moreira do movimento “de Novo Covilhã” classificou a situação de “embuste e brincadeira de mau gosto” e concorda com o “medo de debater” apontado por José Jerónimo .

O eleito afirma que em causa estavam assuntos deveras importantes para a vila “como a proposta injustificável do aumento na tarifa da água na freguesia”, esclarecendo que se trata de aplicar uma taxa mensal, adicional, de 2 euros, por um período de 2 anos.

O presidente da junta encarou com “naturalidade” a falta da sua bancada, justificando o facto com “prováveis afazeres profissionais”, rejeitando as acusações de medo “até porque os assuntos a debater, a água e a GNR, estão a ser tratados pela junta”. José Guerreiro afirma que o aumento da tarifa da água se justifica com os elevados custos de manutenção da rede “que são da responsabilidade da junta”. Já o caso da GNR, no seu entender também “é pacífico”. Por um lado está em causa a falta de condições do atual posto, “que poderá ser transferido para a junta de freguesia” e por outro “o burburinho dos últimos tempos em torno do funcionamento do posto, o que não se justifica porque funciona assim desde 2011”, acrescentou.

Uma discussão que ficou adiada para a próxima segunda-feira, dia 4 de Fevereiro, às 19:00h.