Até sábado celebra-se a matemática na “Cidade do Pi”

A Covilhã é, “com orgulho” a cidade do Pi, disse Manuel Joaquim Saraiva, na abertura do festival “Covilhã cidade do Pi”, ontem à noite. O líder da comissão organizadora apresentou com orgulho “a nova designação da cidade a partir deste ano”.

A iluminação da Ponte Pedonal da Carpinteira, símbolo do Pi na cidade, marcou o início da parte mais visível do festival “Covilhã Cidade do Pi”, cujas atividades começaram a ser trabalhadas, em todas as escolas do concelho, no início do ano letivo. Até sábado, palestras, exposições, workshops, concertos, cordões humanos e vários concursos irão marcar o evento, que pretende celebrar o número mais famoso no universo matemático, cujo dia internacional hoje se assinala.

O Salão Nobre dos Paços do Concelho encheu para a sessão inaugural, Regina Gouveia, vereadora na autarquia realçou, na sua intervenção, “o caráter identitário” do evento, que pretende ser “formativo”, realçando que “serve para que o sentimento de pertença à Covilhã saia reforçado”. A autarca destacou “a força mobilizadora do festival”, numa “área nem sempre sedutora”, uma vez que conseguiu “sensibilizar todas as escolas do concelho para iniciativas no âmbito do festival”.

O reitor da UBI salientou “a evolução” que a área da matemática registou na UBI, e na sociedade, nos últimos anos, referindo que “há 20 ou 30 anos atrás ninguém sonharia que na Covilhã se realizaria um festival desta natureza”. Para António Fidalgo este evento é “algo que nos deixa sonhar”. De resto, salienta o reitor, a evolução também se nota nos números do departamento de matemática da academia, frisando que “é o que mais doutorados tem”, classificando-o como “um orgulho” para a instituição, depois de ultrapassadas as dificuldades do passado, “em que era necessário recorrer aos catedráticos de Coimbra”.

A realização deste festival, mobilizou professores e alunos de todas as escolas, “o que só é possível quando se une o amor aos alunos e à matemática”, uma junção que “levou a uma festa matemática muito bonita”, frisou o responsável pela organização destacando a forma “muito criativa de se trabalhar e aprender a que se assistiu”.

O festival decorre até sábado. Para hoje, às 21:00H, no Grande Auditório da Faculdade de Ciências da Saúde, está marcado um concerto da Orquestra de Sopros da EPABI, sob a direção de Francisco Luís Vieira seguindo-se o espetáculo “Isto é Matemática! ao vivo: A minha bicicleta calcula áreas“ de Rogério Martins.