Venda de lotes gera polémica na Covilhã

A venda de terrenos junto ao Data Center da Covilhã gera troca de argumentos entre Movimento Independente de Novo Covilhã e a Câmara Municipal.

Em comunicado, o movimento independente “repudia” a deliberação da reunião de Câmara para “abertura de procedimento de hasta pública, do loteamento de terrenos para construção de moradias”. Para os independentes, trata-se de “atentado ao futuro” do Data Center e uma “operação apenas para a realização de recursos financeiros para ocorrer a dificuldades de tesouraria, a que a política desta Câmara conduziu pelo aumento dos custos de pessoal e de funcionamento” acusa o comunicado.

No documento o movimento independente afirma ainda que “a operação é lesiva dos superiores interesses do Município quanto à destruição de uma área destinada a empresas e emprego” e que “os terrenos estão avaliados para efeitos tributários em 6.187.440,00 euros e vão ser postos em hasta pública com uma base de licitação de cerca de 2 milhões de euros”, acusando a maioria socialista de fazer “tudo isto sem debate público prévio e às escondidas da vereação municipal”.

No documento enviado à nossa redação afirma que irá entregar este dossier “às autoridades de natureza inspetiva (Inspeção Geral de Finanças e Tribunal de Contas) e também ao Ministério Público, pedindo a sua imediata intervenção”.

Acusações que são liminarmente rejeitadas pelo executivo liderado por Vítor Pereira que respondeu também em comunicado.

Para a Câmara da Covilhã, a situação é apelidada de “narrativa” com “suposições, alegações e palpites”, que “não são factos, por muito que quem os divulgue os tente vender como verdadeiros”.

No documento explicam que a deliberação que deu origem à abertura de procedimento para hasta pública “amplamente debatida por todos os Vereadores” exceto por Carlos Pinto, eleito pelo movimento independente, que “mais uma vez faltou e não se fez representar”.  Para a autarquia “havendo dúvidas, estas poderiam ter sido esclarecidas nesta reunião ou nas subsequentes, o que não aconteceu”.

No documento a câmara explica ainda que a operação urbanística desenhada “não põe em causa o futuro da Altice, uma vez que “este está assegurado nos terrenos que a empresa já detém” e que “continuam a estar disponíveis 121.000 m2 para comércio, serviços, habitação e indústria compatível com a habitação, tal como prevê o Plano de Urbanização da Grande Covilhã”.

No comunicado a autarquia questiona ”as reais intenções” do comunicado emitido pelo movimento independente, questionando se “é gerar a dúvida e afastar potenciais investidores no Concelho”, acrescentando se “não bastou já o erro da destruição do aeródromo e a penosa herança financeira.” “Quando inventa um “brutal imbróglio jurídico/legal” associado a esta operação urbanística, refere-se ao único que é do conhecimento público e que diz respeito à sua própria casa? Ou tem como objetivo pessoal continuar sem vizinhança?”.