O historiador António Pinto Pires reclamou, no período de intervenção do público na reunião da Câmara Municipal da Covilhã, condições “mais dignas” para salvaguarda do “vasto património pétreo” recolhido pela Cava Juliana – Associação de Defesa e Estudo do Património Cultural da Covilhã. Um património que está à guarda da Câmara Municipal da Covilhã desde o desmantelamento da Cava Juliana.
Explicou que este património, na sua maioria do período romano, foi colocado na garagem e no jardim da Biblioteca Municipal, “encontrando-se em precárias condições de conservação”.
O antigo professor de história, que presidiu à Associação Cava Juliana e é mestre em Museologia pela Universidade Lusófona de Humanidades e Tecnologias, afirma que “urge” encontrar “uma solução para a preservação e se possível exibição” deste espólio.
Deixou, na sua intervenção, sugestões para esse fim. Uma passa pela Galeria Tinturaria onde este poderia estar em exposição. Em alternativa sugere criar, no jardim da Biblioteca, “uma estrutura coberta de modo a dar ao espólio a dignidade merecida”, e, como terceira sugestão, “a ideal”, encontrar um “espaço específico vocacionado para a arqueologia do concelho”, uma vez que esta “não se esgota no recém-criado museu da Covilhã”.
Esta é uma situação que tem sido conversada entre Pinto Pires e a autarquia, avançou Vítor Pereira, presidente da CMC, frisando que este é um dossier que Regina Gouveia, vereadora com o pelouro da cultura, está a acompanhar, explicando que a solução encontrada, e que será realizada em breve, é a colocação deste espólio, numa estrutura a criar nos jardins da Biblioteca Municipal.
Vítor Pereira reforça que o seu executivo “tem a preocupação da preservação deste património”, uma vez que “um povo que não preserva a sua história, património e identidade dificilmente terá um bom futuro”, disse.