Criação de um polo da Escola Nacional de Bombeiros na Covilhã em destaque nas comemorações dos 149 anos

Um dos grandes objetivos da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários da Covilhã é a criação de um polo da Escola Nacional de Bombeiros na Covilhã, revelou Joaquim Matias, presidente da direção, durante as comemorações dos 149 anos da associação.

Em declarações aos jornalistas, Joaquim Matias deu nota de que vai ser realizada uma reunião, na Covilhã, “para ultimar os pormenores de um projeto que serve, não só a Covilhã, como a região Norte e Centro do país”.


“A Escola Nacional de Bombeiros está localizada em Sintra, mas não se compreende que assim seja, tal como não se compreende que a escola esteja praticamente sob a alçada da Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC). A Escola Nacional de Bombeiros devia estar ligada à nossa confederação, que é Liga dos Bombeiros Portugueses”, frisou.

O atual presidente da Escola Nacional de Bombeiros, Vítor Reis, vai cessar funções a partir do dia 1 de julho e Joaquim Matias mostrou-se esperançoso de que “quem vem a seguir continue o trabalho que está a ser feito” para que se possa alcançar os objetivos delineados para a corporação

“Vem fazer economia de recursos financeiros e também recursos humanos e materiais. É um benefício, não só para a Covilhã, mas também para o país”, explicou o dirigente.

Os Bombeiros Voluntários da Covilhã têm agora um novo adjunto, Abel Joaquim, o que permite fechar a equipa de comando.

Em declarações aos jornalistas, Abel Joaquim sublinha que, apesar das funções, o objetivo é o mesmo: ajudar a população, salientando, no entanto, que aceitar o convite “não foi uma decisão fácil”.

“Isto vai implicar tempo que vamos perder para estar com a família, porque uma coisa é ser bombeiro de 2ª ou 3ª categoria, outra coisa é ser elemento de comando. Temos de estar sempre ao lado dos homens e trabalhar em prol da população”, explicou.

Os BVC inauguram dois novos veículos: um veículo ligeiro de combate a incêndios e um veículo de comando tático, “uma necessidade detetada há muito tempo”, disse o comandante Luís Marques, sublinhando ainda a importância dos 16 novos elementos da corporação, que se juntam aos atuais 105.

“Sem homens, não vale a pena ter veículos e é muito bom continuarmos a aumentar o nosso efetivo, que, nos últimos três anos, cresceu 30%. Mais 16 homens e mulheres que vêm para servir a população do concelho da Covilhã”, vincou.

Luís Marques explicou detalhadamente o objetivo e funções de cada veículo “que veem colmatar duas carências” da corporação.

“O veículo de comando tático permite gerir operações complexas e o veículo de combate a incêndios é muito importante para as zonas históricas e localidades mais afastadas”.

Segundo avançou o comandante, a corporação tinha três jipes que faziam de veículo de comando e que levavam os elementos de comando para o incêndio. Mas esta nova viatura permitirá que isso deixe de acontecer.

Este veículo permite montar o posto de comando em cada teatro de operações e tem equipamentos rádio, quer banda aeronáutica quer rádios SIRESP.

O veículo ligeiro de combate a incêndios vem equipado com 50 litros de espuma e dois aparelhos de proteção respiratória “para, em caso de incêndio urbano, os bombeiros poderem entrar dentro do edifício e fazerem o combate inicial”.

Luís Marques sublinhou ainda a necessidade de aumentar o número de elementos no quadro de comando e nas chefias para que, depois, toda a cadeia operacional possa funcionar”.

“Estamos a falar de gerir 105 homens e 14 mil ocorrências anuais”, disse.

Quanto à escolha de Abel Joaquim, Luís Marques disse ser a pessoa que “melhor serve o corpo de bombeiros e a estrutura de comando”.

“Tenho a certeza que é a pessoa certa para ocupar este lugar”.

O comandante abordou ainda o objetivo de criar uma Escola de Infantes e Cadetes, sublinhando que, nos últimos dois anos, receberam 2400 crianças no quartel e todas as semanas são solicitadas visitas ao local.

“As crianças estão sempre a dizer que querem vir para os bombeiros e queremos dar-lhes essa oportunidade, criando uma escolinha que dignifique o nosso corpo e signifique o aumento do corpo efetivo. É um duplo objetivo”, explicou Luís Marques.

Joaquim Matias avançou ainda que o programa das comemorações do 150º aniversário da Associação Humanitária já está a ser pensado. A direção aprovou o regulamento para um concurso de ideias, que será lançado brevemente, para a criação da medalha dos 150 anos.

Quanto a recursos, os BVC inauguraram três novas viaturas, têm uma equipa de comado fechada com integração do novo adjunto e 16 novos elementos para o corpo ativo.