“Palestina livre! Paz sim, guerra não!”: gritou-se na Covilhã contra a “barbárie” de Israel

Cerca de uma centena de pessoas juntou-se na Praça do Município, na Covilhã, para condenar “a barbárie e o genocídio” que estão a ser praticados por Israel contra o povo palestino e contra outros povos no Médio Oriente.

Com organização do Conselho Português para a Paz e Cooperação (CPPC), da União de Sindicatos de Castelo Branco e da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), esta foi uma das 20 manifestações que por estes dias decorrem em Portugal e em que o mote é “Paz Sim, Guerra Não, Palestina Livre”.


Na Covilhã, Vítor Reis Silva, do Conselho Português para a Paz e Cooperação, realçou que estas ações têm, como objetivo manifestar “profunda solidariedade com a luta do povo palestino, a denúncia do genocídio que Israel leva a cabo e a exigência imediata de um cessar fogo.

“Duas necessárias e urgentes reivindicações: a Palestina livre e a paz no Médio Oriente”, disse.

“Pelo fim do genocídio em Gaza, do terror que alastra na Cisjordânia, das agressões e provocações contra o Líbano, a Síria e o Iémen”, detalhou. Acrescentou que “aqui estamos também, afirmando a determinação em lutar pelo fim das guerras que assolam diferentes pontos do planeta, contra a retórica belicista, conta o militarismo e a corrida ao armamento encabeçada pelos Estados Unidos e pelas potências da União Europeia”, vincando que “a cada dia que passa de vê quem ganha com as guerras”, falando das “multinacionais do armamento, da energia, da alimentação e da distribuição que acumulam fabulosos lucros”.

“Afirmamos que queremos a paz, é necessário o fim do genocídio em Gaza, é necessária uma Palestina Livre”, concluiu.

Casimiro Santos, da União dos Resistentes Antifascistas Portugueses (URAP), sublinhou que a “tragédia no Médio Oriente dura há demasiado tempo, estando a alastrar”, para sublinhar a “urgência” em travar Israel

Considera que esta guerra “que já matou milhares de pessoas e se transformou num genocídio, perante a comunidade Internacional, com o auxílio cúmplice e a hipocrisia dos Estados Unidos e União Europeia”, vincando que “o apoio criminoso é intolerável para todos os que amam a paz e se indignam em todo o mundo com o massacre”. “Paz sim, guerra não”, terminou

José Oliveira, do Movimento Pelos Direitos do Povo Palestino e Pela Paz no Médio Oriente, MPPM, sublinhou na Covilhã o perigo real com o alastrar deste conflito.

“Podemos estar a assistir aos primeiros episódios de uma guerra regional no médio oriente”, ainda assim, não se pode esquecer “como se chegou aqui”, disse, para recordar a situação “terrível que se vive em Gaza, um verdadeiro genocídio”, considerou.

Frisa que é intolerável o que se passa na região, considerando que se trata de “uma limpeza étnica que Israel leva a cabo sem parar, desde a sua fundação, em 1948”.

Acusa Israel de ser “um projeto colonial, assente na limpeza étnica do povo palestino, um projeto que foi ao longo dos anos pontuado por sucessivos massacres”.

Razões que levam o movimento que representa a reivindicar junto do Governo português a suspensão da cooperação com Israel, nomeadamente no campo militar e que cesse a participação de peritos de universidades israelitas no processo de avaliação de unidades portuguesas de investigação e desenvolvimento, terminando com o grito: “Não ao genocídio, cessar fogo já, paz para o Líbano, paz para o Médio Oriente, Palestina vencerá!”.

Sérgio Santos, da União dos Sindicatos de Castelo Branco, entidade que tratou da legalização da manifestação, mostrou na sua intervenção a indignação pelo facto de a PSP, com base numa lei com 50 anos, não ter permitido que se fizesse o desfile entre o Jardim Público e a Praça do Município.

Sublinhando que a lei diz que estes só se podem realizar aos domingos, feriados e sábados depois das 12 e nos restantes dias depois das 19:00, questionou o porquê de se realizarem vários, como o dos próprios policias. “Não nos calarão”, garantiu

Mostrando solidariedade para com o povo que sofre e condenando a da guerra, Sérgio Santos, tal como os outros que o antecederam, terminou a exigir “Paz sim, guerra não”.

A manifestação na Covilhã terminou ao som de música da Palestina.