A situação dos transportes e acessibilidade na região foram temas de base na reunião da direção regional do PCP que teve lugar na Covilhã no último sábado, dia 22.
O “custo insustentável” dos transportes fora dá área urbana da Covilhã e o metro de superfície entre a Covilhã e Fundão, anunciado “em época de eleições”, foram temas discutidos.
Saudando a luta das populações contra o aumento do preço dos transportes na Covilhã, dá conta que na “restante área do concelho da Covilhã, da responsabilidade da Comunidade Intermunicipal das Beiras e Serra da Estrela (CIMBSE), o aumento de 20% mantém-se e o preço que os utentes dos transportes têm de pagar é absolutamente insustentável”.
Realça, também, que o problema na região vai além dos preços: “O sistema de transportes inter e intra concelhios, para além de ser caro, é insuficiente, desarticulado e não responde às necessidades das populações. Assim, as populações têm de recorrer ao transporte individual e as freguesias rurais desertificam-se”.
“É urgente que se aposte num transporte público adequado, eficiente e flexível e acessível”, vinca a DROCB, considerando “inadmissível, por exemplo, que dez anos depois de a CIMBSE ter apresentado o “Plano de Ação de Mobilidade Urbana Sustentável – PAMUS” em que um dos objetivos era “Promover a existência de serviços de transporte público de qualidade e adequados à procura”, nada, na prática tenha sido feito”.
Sobre o “metro de superfície” entre a Covilhã e o Fundão, anunciado em “época de eleições”, para “começar a funcionar até ao Verão”, a DORCB lembra que “há muito defende a criação de ligações ferroviárias regulares, rápidas e frequentes entre Castelo Branco e Guarda, que corretamente implementada, poderia contribuir para potenciar sinergias entre todos os concelhos do eixo urbano Castelo Branco, Fundão, Covilhã, Belmonte e Guarda”.
Lembra que “tal iniciativa só terá sucesso se esta ligação ferroviária der resposta adequada às reais necessidades e se interligar com os restantes sistemas de transportes públicos, o que implica a sua completa reformulação”
O PCP lembra, ainda, “a urgência da concretização de outras ligações, nomeadamente do IC6, com túnel em Alvoaça, e do IC31, com perfil de Autoestrada e sem portagens, a requalificação do IC8, aprovado na Assembleia da República por proposta do PCP, vias fundamentais para atenuar o isolamento do distrito e combater os efeitos da interioridade”
Na reunião foi também saudado o fim das portagens na A23, a luta das populações e da Plataforma pela Reposição das SCUTS.