Aumentar 15 cêntimos a um subsídio de refeição de 2,5 euros é uma “falta de vergonha e de respeito por quem trabalha e lhes cria riqueza” sublinha o sindicato do sector têxtil da Beira Interior, vincando que esta é a posposta da ANIL, e do Grupo Paulo de Oliveira.
“Ao fim de um conjunto de reuniões de negociação entre a FESETE e as associações patronais, não foi possível negociar o C.C.T. – Contrato Coletivo de Trabalho, para 2025, porque as associações patronais não aceitaram negociar salários dignos, nem atualizar o baixo valor do subsídio de refeição, hoje de 2,50 euros/dia”, está descrito no comunicado enviado às redações.
A nota descreve que os sindicatos propuseram inicialmente um aumento salarial de 150 euros sobre os salários do CCT negociados para 2024 e uma atualização do subsídio de refeição para 6 euros/dia.
“Tendo em conta o impasse nas negociações”, alteraram a proposta, “baixando consideravelmente os valores das reivindicações, nomeadamente no valor do subsídio de alimentação, tendo sido por proposto um aumento em 2025 para os 3.50€, em 2026 para os 4.00€, em 2027 para os 5.00€ e em 2028 para os 6.00€”.
O sindicato sublinha que o aumento proposto pelas empresas é “vergonhoso”.
“Apresentaram uma proposta de 0.15 cêntimos de aumento para 2025, e para os próximos 3 anos (até 2028) um aumento de acordo com a % do aumento do salário mínimo, o que nos levaria ao ano de 2028 a ter um subsídio de alimentação vergonhoso de 3.10€”, aponta a nota.
“Ora, sabendo nós, que a empresa Paulo de Oliveira obteve no ano de 2023 – 11.941.279, 59 de lucro líquido (livre de impostos) é lamentável que pague aos seus trabalhadores apenas 2.50€ de subsídio de alimentação e que emane para a ANIL uma proposta de aumento no valor de 0.15 cêntimos”, denunciam os sindicatos, apelando à luta e mobilização por “aumentos justos”.