Música sinfónica e ópera brilham no XVIII Concerto de Primavera da Banda da Covilhã

Pelo décimo oitavo ano consecutivo a Banda da Covilhã realizou o seu Concerto de Primavera. O evento decorreu na Igreja de Santa Maria Maior, em pleno centro histórico da Covilhã, que se revelou pequena para acolher o muito público que quis assistir, revela a banda em nota de imprensa.

Sob a direção do maestro Carlos Almeida, a Banda da Covilhã apresentou um programa “diversificado e envolvente”, percorrendo obras icónicas da música sinfónica, operática e orquestral.


O repertório incluiu o imponente Finale da 8.ª Sinfonia de Bruckner, o brilhantismo do Concerto para Trompete de Haydn, interpretado com mestria pelo jovem covilhanense Óscar Lucas, e a elegância do Concerto para Trompa de Mozart, a cargo de Rita Gradim. A emoção da ópera ganhou vida na voz da conceituada soprano Marina Pacheco, que encantou com as árias O Mio Babbino Caro (Puccini) e Lascia Ch’io Pianga (Handel). A espiritualidade refletiu-se na interpretação de Ave Maria (Carlos Almeida), enquanto outras peças icónicas como o Intermezzo Sinfónico de Cavalleria Rusticana (Mascagni), a romântica Vilja Lied (Lehár) e a intensa Hymne à L’Amour (Édith Piaf) enriqueceram ainda mais a experiência musical.

O concerto culminou com excertos da obra Quadros de uma Exposição (Mussorgsky), contrastando entre o misticismo de Baba Yaga e a imponência de The Great Gate of Kiev. O público, rendido à excelência da interpretação, aplaudiu de pé, num momento de grande elevação musical.