CDU é “alternativa” nas legislativas. Reis Silva apela à mobilização para aumentar votos e eleitos

Uma alternativa de esquerda. Foi desta forma que Vítor Reis Silva, primeiro candidato da CDU pelo círculo eleitoral de Castelo Branco, caracterizou a sua candidatura, frisando que as legislativas de maio são uma “oportunidade” para abrir novos caminhos para o país e para a região.

“Uma candidatura que pretende transformar a realidade vivida na região e no país e promover uma alternativa de esquerda”. Sublinha que a CDU parte “com muita confiança”, mas também “consciente do elevado nível de exigência”.


Apela à mobilização de todos os ativistas da CDU nesta campanha para reforço da coligação.

“O que é necessário é o reforço da CDU com mais votos e mais deputados, porque sempre que isso acontece a vida das pessoas anda para frente. Os que aqui estamos sabemos que é assim. O desafio que se coloca é a mobilização de forças e vontade, de confiança e determinação na luta. O que se impõe a cada ativista da CDU são as tarefas de informar e esclarecer”, disse, apelando “á mobilização de todos”.

Vítor Reis Silva falava na sessão de apresentação da lista da CDU às próximas legislativas, ontem, ao final da tarde, no auditório da Biblioteca Municipal da Covilhã.

Na sua intervenção o candidato sublinhou a necessidade de “mudar de políticas” e de ter “eleitos que defendam a região”.

Os transportes foram apontados como uma das prioridades, apontando a ferrovia como uma alternativa que deve ser apoiada, e que na região deve ter maior frequência no eixo Castelo Branco Guarda. Defende a construção do IC31, do IC6 e a requalificação de estradas.

Reclama a gratuitidade nos transportes públicos para maiores de 65 e passes máximos de 30 euros nos concelhos e 40 euros nos transportes inter-regionais, apoiando os municípios na criação de transportes flexíveis.

Elencou ainda outras medidas que constam no seu manifesto eleitoral, como adequar o Regadio da Cova da Beira e concretizar o projeto do sul da Gardunha; apoiar e valorizar a agricultura familiar; defender a floresta não intensiva; apoiar os baldios, reforçar a re-industrialização; apoiar a modernização na indústria, comércio e serviços; assegurar a infraestruturação digital do território e realizar a regionalização.

Na saúde aponta a necessidade de médico e enfermeiro de saúde para todos e o reforço das unidades hospitalares da região.

Na habitação promete combate à especulação e revogar a lei o regime de arrendamento urbano.

Na justiça promete mais julgados de paz, melhores condições para o Tribunal do Trabalho da Covilhã e melhorar as instalações das forças de segurança.

Nos recursos reforça a posição do partido de defender a gestão pública da água e resíduos, e exigir a reversão dos serviços privatizados.

Vítor Reis Silva promete ainda ser uma força “contra o bate de árvores e a ocupação de solos férteis para a instalação de painéis fotovoltaicos”.

Sublinhando que o distrito “está cheio de potencialidades e riquezas, mas marcado pelo despovoamento”, aponta que esta é “uma realidade que só a CDU conseguirá mudar”.

“Devolvida a palavra ao povo, está na altura de confiar o voto à CDU. A única força capaz de transformar a esperança em luta e a luta em resultados concretos para os problemas das pessoas, lembrando que é a composição da Assembleia da República que determina as políticas a seguir e a solução política para o Governo”, disse.

Também Carlos Afonso, mandatário da candidatura, realçou a necessidade de mobilização geral dos ativistas na campanha, sublinhando que a CDU “é uma força indispensável para a melhoria das condições de vida das populações”.

“Estamos aqui a afirmar que a CDU é a força que se bate todos os dias e tem as soluções mais justas para a região e para o país”.

Relembrou que, “por culpa de um centrão que todos os dias esquece o povo, urge dar a volta e votar naqueles que nunca traíram”. Afirma que o voto na CDU “será um voto diferenciador para combater o lamaçal a que a democracia chegou”.

Margarida Gavinhos, enquanto jovem integrante da lista, relembrou as condições precárias no acesso à educação.

“Houve desinvestimento ao longo dos anos na escola pública. No nosso distrito há dezenas de escolas que precisam de obras, onde chove, onde os estudantes passam frio e onde as desigualdades socioeconómicas são claramente visíveis e cada vez mais”, disse.

Nesta matéria exige aumento do financiamento da UBI e IPCB e reforço do número de camas e residências académicas para estudantes deslocados, entre outras medidas, concluindo que o voto na CDU “é necessário para a transformação do país e da região”.

Presente na apresentação desta candidatura esteve Octávio Augusto, membro da Comissão Política Nacional do PCP.

Na intervenção apontou as lutas travadas pela abolição das portagens na região, para sublinhar que esta não de deve ao PS nem ao Chega.

“Manda a verdade que se diga que isso não se deve ao PS nem ao Chega. A mentira e a falta de vergonha não de disfarçam com cartazes por maiores que sejam”, disse.

Realçou a luta pela defesa do SNS e contra a sua entrega à gestão privada.

Vincou que nos “O governo do PSD/CDS nos últimos 11 meses esteve assente numa máquina de propaganda, a que nunca faltou o Chega, a IL e um PS que viabilizou até ao limite o Governo e a sua política. São todos responsáveis pela ilusão de que o país está melhor e pela degradação da situação económica, social e política”, disse.

Recordar que a Lista da CDU tem como primeiro candidato Vítor Reis Silva, professor de 67 anos, líder da bancada da CDU na Assembleia Municipal da Covilhã, dirigente do PCP e dirigente sindical. Segue-se Ana Leitão, professora no Agrupamento de Escolas do Fundão, de 58 anos. Em terceiro Casimiro Santos, professor de história e eleito na Assembleia de Freguesia de Tortosendo, de 72 anos. A terminar a lista de efetivos está Ema Gomes, consultora e Bombeira Voluntária nos Bombeiros Voluntários de Cernache do Bonjardim, tem 32 anos.