Perto de mil exigem reabertura do “Bolinha de Neve”. CMC assume obras e Instituto Jesus Maria José a gestão

Perto de mil pessoas participaram esta manhã numa caminhada organizada pela comissão de pais do denominado Colégio das Freiras, da Fundação Imaculada Conceição, para exigir a abertura do “Bolinha de Neve”, e assim acomodar as 165 crianças que vão ficar sem resposta a partir de agosto quando a instituição encerrar.

A marcha teve início junto ao Colégio das Freiras e, quando se chegou junto ao “Bolinha de Neve”, gritou-se “queremos a Chave”.


Seguiram-se canções a reivindicar um projeto educativo que garanta a continuidade daquele que era realizado pela Congregação das Doroteias, no Colégio das Freiras.

Uma continuidade que os pais reivindicam, porque acreditam “no projeto, na segurança e no carinho com que todos ali são tratados”, disseram os vários que a RCC ouviu.

A Comissão de Pais acredita que a solução está próxima de acontecer.

Ana Andrade, porta-voz, relata que, com “o esforço conjunto” da Comissão, da Câmara Municipal da Covilhã e da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso, na sexta-feira, dia 3, reuniram em Lisboa com o Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, proprietário do edifício, em que ficou claro que se está a construir um “projeto digno, estável e duradouro”.

Ana Andrade sublinha que “ficou claro que está a ser construída uma solução sólida para a abertura de uma nova escola. Esta solução depende agora do parecer favorável do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, tendo a tutela manifestado disponibilidade para avançar, desde que os acordos diretos sejam formalizados com brevidade”, disse no final da caminhada já em frente à Câmara Municipal da Covilhã.

No comunicado que leu, avançou que o projeto educativo será implementado pelo Instituto Jesus Maria José.

“Continuamos a trabalhar para que o edifício seja legalmente adaptado às exigências em vigor e para que a sua cedência ao Instituto Jesus Maria José seja efetivada”, disse.

Uma reunião em que a comissão de pais entregou à Segurança Social um documento a exigir a reabertura da “Bolinha de Neve” com mais de 4 mil assinaturas.

Vítor Pereira, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, participou nesta caminhada mostrando, assim, o “apoio incondicional a esta causa”.

Sobre as diligências para encontrar soluções o autarca garante que está ao lado da Comissão na exigência da reabertura do Bolinha de Neve, garantindo que a Câmara Municipal da Covilhã “assumirá as obras necessárias para o seu licenciamento”.

“Estamos à espera dessa solução e a lutar por ela, sendo certo que a Câmara Municipal se disponibiliza a pagar as obras necessárias, porque vão ser precisas obras e de algum vulto”, disse.

Também avança que ontem, dia 3, foi feita uma visita técnica ao Bolinha de Neve, em que participou a comissão de pais, o diretor do departamento de obras e planeamento da Câmara Municipal e uma engenheira da Segurança Social para fazer o levantamento das obras a realizar, não avançando, para já, com detalhes sobre custos.

Sendo “indiferente” a quem será entregue a gestão do espaço, não esconde que prefere que esta seja uma resposta pública, “até porque temos essa carência no concelho”, disse.

“A resposta tem de existir. O que queremos é que o Estado não pense só em transferir para as Câmaras Municipais toda uma panóplia de competências e se esqueça que tendo património que é de todos, este não nos seja disponibilizado, como é a pretensão neste caso”, disse

Esta é também uma luta contra o tempo, e por isso tanto a comissão de pais como a autarquia defendem que as obras sejam feitas de forma faseada, de maneira que se possa iniciar naquele espaço o próximo ano letivo, ocupando parte do edifício enquanto se restaura o restante.

Carlos Martins, presidente da União de Freguesias da Covilhã e Canhoso também esteve na caminhada. Disse aos jornalistas que “esta luta só irá parar quando o Bolinha de Neve reabrir”, mostrando-se disponível, se necessário for, para ajudar em outras manifestações. “Esta luta não pode parar, só para quendo for cedido, quando se realizarem as obras e as crianças ali entrarem”. Mostra-se convicto que contrariamente ao que alguns disseram “o Bolinha de Neve vai voltar a ser creche, pré-escolar e tempos livres”, disse.

Na caminhada estiveram, para além de muitos pais e anónimos, também os vários candidatos às próximas eleições autárquicas no concelho da Covilhã.