A ASTA – Teatro e Outras Artes vai desenvolver, ao longo de 2026, quatro novas criações, organizar quatro festivais e dar continuidade a múltiplos projetos nacionais e internacionais, sem descurar a circulação de espetáculos em Portugal e no estrangeiro nem o serviço educativo.
O plano de atividades foi apresentado numa conferência de imprensa, durante a qual Sérgio Novo, diretor da companhia, revelou que o orçamento previsto para 2026 é de 510 mil euros.
Relativamente às novas criações, Sérgio Novo sublinhou que a primeira estreia acontece já em fevereiro. “Agamémnon – A Tragédia de Homo Consumens”, uma cocriação com o BAAL 17, de Serpa, estreia a 19 de fevereiro, no Cineteatro Municipal de Serpa, sendo apresentada na Covilhã, no Teatro Municipal da Covilhã (TMC), a 26 de fevereiro.
Segue-se “Desengano”, uma cocriação da ASTA com o TeatrUBI, com direção de Rui Pires, que estreia a 11 de março, no TMC.
Em abril, a companhia apresenta “Super-humanidade”, uma cocriação com o Ballet Contemporâneo do Norte, de Santa Maria da Feira, e o Rumo do Fumo, de Lisboa.
A quarta criação, “A Espuma do Tempo”, sobe ao palco em setembro, em coprodução com o Teatro Municipal de Bragança.
Na área dos festivais, a ASTA mantém uma programação já consolidada. Entre 11 e 14 de março, realiza-se o Ciclo de Teatro Universitário, que regressa este ano ao Teatro Municipal da Covilhã.
Entre 25 e 29 de maio, o Agrupamento de Escolas do Teixoso recebe a 14.ª edição do EnsinARTE, mostra de teatro escolar.
Segue-se o Festival Portas do Sol – Festival de Artes de Rua, que decorre sempre no primeiro fim de semana de junho, este ano nos dias 2, 3 e 4.
O ContraDANÇA, que vai para a 17.ª edição, realiza-se entre 24 de setembro e 24 de outubro, com espetáculos programados para a Covilhã e Gouveia.
O serviço educativo, que reforça a ligação às escolas e à universidade, e a mediação de públicos continuam a ser uma prioridade da companhia, como sublinhou Rui Pires.
“Teremos atividades em várias escolas de agrupamentos do distrito de Castelo Branco e da Guarda. Temos também programadas várias atividades em parceria com a Faculdade de Artes e Letras da Universidade da Beira Interior, nas Jornadas de Literatura e Artes Performativas”, afirmou.
Segundo Rui Pires, estas iniciativas envolvem sempre a colaboração entre artistas e docentes universitários.
“Envolve sempre um encenador ou um ator de um dos trabalhos da ASTA e um professor da Faculdade de Artes e Letras. A ideia é aproximar também a arte e a cultura da universidade”, explicou, acrescentando que “um professor aborda a parte mais teórica e académica do texto e depois o encenador explica como o converteu e transportou para o palco”.
2026 será um ano também marcado pela continuidade de internacionais e estreia da companhia covilhanense nos Estados Unidos
Sérgio Novo destacou a continuidade de três projetos nacionais e internacionais em que a companhia está envolvida.
“À parte de darmos continuidade aos projetos de investigação que temos vindo a desenvolver, como o Green E.Th.I.Cs (Green Experience Through Theatre Inspiring Communities) e o TIM (Theatre in Mathematics), temos uma novidade, que é o projeto All Aboard”, revelou.
Segundo o diretor da ASTA, o All Aboard está a ser desenvolvido em parceria com o Município da Guarda e tem como objetivo a intervenção junto de comunidades migrantes, através da arte.
“Estamos a falar da utilização de quatro áreas artísticas: a escrita, as artes visuais ou plásticas, o teatro e a música”, detalhou.
A programação de 2026 inclui ainda a apresentação de espetáculos em vários pontos do país e no estrangeiro, com a companhia a preparar-se para a primeira digressão aos Estados Unidos, tornando-se o 21.º país onde a ASTA se apresenta. Em fevereiro, a companhia atua em Dallas.
O ano ficará ainda marcado pelo encerramento das comemorações dos 25 anos da ASTA, em maio, com o lançamento de um livro comemorativo, em formato físico e digital.
