Os autarcas que estiveram ontem, dia 21, na Universidade da Beira Interior (UBI), na Covilhã, para assistir à apresentação do protótipo Citilink elogiaram os resultados do projeto e defenderam que a plataforma deve ser alargada para lá dos municípios onde foi inicialmente testada.
Os presidentes das câmaras da Covilhã, Alandroal e Campo Maior, Hélio Fazendeiro, João Grilo e Luís Rosinha, respetivamente, bem como a vereadora de Guimarães, Isabel Ferreira, concordaram que a plataforma contribui para democratizar o acesso à informação municipal. Ao mesmo tempo, alertaram para o facto de existirem territórios e faixas etárias onde nem todos os cidadãos dominam as novas tecnologias, defendendo que ninguém deve ficar excluído deste processo de modernização.
O Citilink permite que os municípios carreguem as atas das reuniões dos executivos, que depois são tratadas através de inteligência artificial. A informação passa a ser facilmente pesquisável por temas ou palavras-chave, sendo ainda possível identificar a composição dos executivos, o sentido de voto de cada partido e obter resumos claros dos assuntos tratados, adaptados a cidadãos, jornalistas e decisores políticos.
O projeto é financiado pela Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT), no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), e envolve docentes, investigadores e estudantes da UBI, da Universidade do Porto e do INESC TEC. A plataforma está já disponível ao público, contando atualmente com dados dos municípios da Covilhã, do Fundão, do Alandroal, de Campo Maior, de Guimarães e do Porto.
O coordenador do projeto e docente da UBI, Ricardo Campos, explicou que os modelos desenvolvidos permitem identificar automaticamente os participantes nas reuniões e as posições assumidas, além de converter textos longos e técnicos em informação estruturada e concisa, facilitando a compreensão do que foi discutido e decidido.
