A Câmara Municipal de Belmonte pode vir a retomar parte dos projetos de construção de habitação a custos acessíveis no âmbito do Plano de Recuperação e Resiliência (PRR) que o atual executivo revogou.
A possibilidade foi avançada pelo presidente da autarquia, António Luís Beites, após uma reunião com o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana (IHRU).
Segundo o autarca, foi transmitida aos municípios a viabilidade de alguns processos inicialmente enquadrados no PRR poderem transitar para “uma linha do Banco Europeu de Investimentos”, o que permitirá prazos de execução mais alargados.
No caso concreto de Belmonte os dois maiores empreendimentos — um bloco de 30 fogos e outro de 50 — estão fora desta possibilidade, garantiu o autarca, apontando as razões financeiras que estiveram na origem da revogação dos contratos. “Não há condições neste momento que possam permitir essa solução”.
Já os projetos de menor escala poderão vir a ser reavaliados. “Os mais pequenos serão alvo de uma reunião que iremos ter no IHRU e podem naturalmente ser reanalisados, mas terão que ser muito bem ponderados”, concluiu António Luís Beites.
