Campo nº 1 do Complexo Desportivo da Covilhã sem atividade por pelo menos um mês

A Câmara Municipal da Covilhã suspendeu a utilização do Campo nº 1 do Complexo Desportivo da Covilhã por, pelo menos, um mês, numa tentativa de recuperar o relvado. Disse hoje o vereador com o pelouro do desporto, durante a reunião pública do executivo municipal.

“No início do mês de dezembro tomámos a iniciativa de limitar os treinos apenas à equipa sénior do Sporting da Covilhã, porque treinavam os seniores, os juniores e a equipa B naquele campo, além dos benjamins e petizes. Limitámos aos treinos dos seniores e aos treinos de benjamins e petizes, na esperança de que conseguíssemos recuperar o relvado. Não foi possível e esta semana tivemos de interditar a utilização do campo, previsivelmente por um mês, que é o tempo que estimamos para a recuperação do relvado. Não queremos colocar em risco nenhum atleta. Não queremos colocar em risco quem lá faz os jogos”, disse.


Luís Marques sublinha que um dos principais constrangimentos na gestão dos campos é a sua utilização intensiva.

“Nós temos uma utilização muito acima daquilo que são as condições para relvados naturais. Só para termos uma ideia, o número de treinos anual no campo nº 1 superou o número de dias do ano. Foram realizados 372 treinos naquele relvado. Portanto, significa que, em média, houve um treino por dia durante todo o ano.

“A verdade é que nós temos dois a três treinos por dia naquele relvado. É praticamente impossível aos nossos serviços garantirem que a relva está em condições para a prática desportiva”, vincou.

O vereador detalhou ainda que, durante o verão, foram realizadas, como é habitual, intervenções nos relvados do Campo nº 1 do Complexo Desportivo e do Estádio Municipal Santos Pinto. Posteriormente, já no mês de novembro, decorreram trabalhos no Campo nº 2, o que levou a uma sobrecarga de utilização do Campo nº 1, agravando o seu estado e culminando agora na suspensão da sua utilização.

Luís Marques falava no período antes da ordem do dia, em resposta a uma questão do vereador da coligação + Covilhã (CDS/IL), José Eduardo Cavaco, que criticou as condições do espaço, referindo que cerca de mil pessoas o utilizam regularmente e são condicionadas pelo estado do relvado.

“Mais de mil pessoas dependem deste espaço semanalmente, mas os sonhos e ambições de todos ficam ‘com as pernas cortadas’ por falta de visão e prioridade política. Senhor Presidente, não pode ser só promessas. A Covilhã merece decisões firmes e imediatas no campo do desporto”, disse.

Hélio Fazendeiro, presidente da Câmara Municipal da Covilhã, garantiu que esta é “uma preocupação” e uma situação à qual a sua gestão “está atenta”. O autarca considerou ainda que a sobrecarga de utilização do espaço “é um bom problema”, por revelar uma comunidade jovem, ativa e com muitas associações a praticar desporto, salientando que a autarquia tem de estar preparada para acompanhar esta realidade, quer através da capacitação das infraestruturas existentes, quer com a construção de novas.

Nesse sentido, destacou, também, o Campo Municipal do Teixo.

“Já visitei as obras do Campo Municipal do Teixo, que é o antigo campo Maia Campos, no Teixoso, para acompanhar a requalificação daquele espaço e perceber os prazos de que estamos a falar, para que possa perceber quando é que pode estar ao serviço do município. Espero que isso venha a acontecer no decorrer deste ano, se possível no primeiro semestre, que esteja concluído e em condições de utilização, ou pelo menos no início da próxima época desportiva”, disse.

Durante a reunião, Luís Marques garantiu ainda que a decisão de suspender a utilização do Campo nº 1 foi tomada em concordância com os clubes que utilizam o espaço, nomeadamente o Sporting Clube da Covilhã e a ADE, estando a ser encontradas soluções para que as equipas não fiquem sem treinos.

Foto: Pedro Dias