O Sporting Clube da Covilhã elegeu, na noite de ontem, em Assembleia Geral Extraordinária, uma comissão administrativa que irá gerir o clube nos próximos meses. A estrutura é liderada por Carlos Casteleiro.
Além de Carlos Casteleiro, integram a comissão Paulo Rosa, Vítor Mota, Carlos Mineiro, José Santos, Sérgio Rebordão, Luís Canário, Paulo Fonseca, Afonso Andrade, João Campos, Francisco Rosário, Hugo Duarte, Paulo Farias e António Silva.
A lista foi a única apresentada a votação e acabou por ser eleita por voto secreto, com 56 votos a favor, 24 contra e um voto em branco.
Carlos Casteleiro explicou aos sócios que a equipa foi escolhida pela sua competência, independência e credibilidade, sublinhando que estes são os pilares da nova comissão.
“A competência destas pessoas é evidente. A independência é fundamental, porque só trabalhamos nessa base. E a credibilidade é essencial, porque só há duas formas de estar na vida: com crédito ou sem crédito”, afirmou.
O responsável acrescentou que o grupo reúne pessoas de vários setores da sociedade, nas quais confia pela experiência e percurso que demonstraram ao longo da vida.
A comissão administrativa terá como missão assegurar a estabilidade do clube e preparar um processo eleitoral transparente. Segundo Carlos Casteleiro, os objetivos estão bem definidos e são limitados no tempo.
“Queremos garantir o funcionamento regular do Sporting Clube da Covilhã nos próximos meses, fazer um levantamento rigoroso e transparente da situação económica e financeira e, depois disso, preparar e promover eleições, devolvendo aos sócios o direito de decidir”, explicou.
Durante a reunião, Carlos Casteleiro voltou a sublinhar que o clube necessita de clarificação na sua gestão e nos seus processos. Mais tarde, em declarações aos jornalistas, afirmou que conhecer a realidade concreta do SCC será a primeira prioridade da comissão.
“Conhecemos a realidade desportiva — estamos na quarta divisão e queremos estar na terceira. Mas precisamos de conhecer, em detalhe, a situação financeira e a forma como o clube é organizado e gerido”, disse.
O dirigente garantiu ainda que não será candidato a qualquer órgão social nas futuras eleições.
“Não faz parte das minhas intenções ser candidato a qualquer órgão social deste clube. O nosso papel é preparar o Sporting da Covilhã, esclarecer o que é o deve e o haver, e depois serão os sócios a decidir”, afirmou.
Carlos Casteleiro destacou também a importância histórica e afetiva do clube para a cidade e para a região, deixando um apelo à união.
“Se dermos as mãos, vamos conseguir. Não há milagreiros que resolvam isto sozinhos”, frisou. Garantiu que há ambição e o objetivo de conseguir a manutenção na Liga 3, uma caminhada que vai começar já no próximo jogo.
Na Assembleia Geral, o presidente da Mesa em exercício, João Campos, explicou que, após a manifestação de disponibilidade de Carlos Casteleiro para liderar uma solução transitória, os órgãos sociais, que estavam demissionários, decidiram anular a convocatória das eleições, criando condições para a entrada da comissão administrativa.
João Campos sublinhou ainda que esta fase transitória é fundamental para que, quando forem marcadas eleições, os sócios tenham pleno conhecimento da situação real do clube.
A reunião decorreu num clima mais sereno do que a de novembro, embora tenha havido alguns momentos de debate mais aceso. A ata da anterior Assembleia Geral, lida durante a sessão, demorou cerca de uma hora a ser aprovada.
