O Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica da CooLabora apoiou, em 2025, 264 pessoas vítimas, entre novos casos e situações de acompanhamento continuado, num ano marcado por um aumento da procura e pela gravidade das situações sinalizadas.
De acordo com a nota divulgada pela instituição, “em 2025, o Gabinete de Apoio a Vítimas de Violência Doméstica da CooLabora, que atua na Cova da Beira, apoiou 117 novas situações nas vertentes de apoio psicológico/emocional, informação jurídica e encaminhamento social, o que representa um aumento de 7,3% comparativamente a 2024”. A mesma fonte adianta que “71,2% das situações foram encaminhadas pelas entidades da Rede Violência Zero”.
Além dos novos casos, manteve-se o acompanhamento a vítimas de anos anteriores, pelo que “no total, foram apoiadas 264 pessoas vítimas, registando-se 1005 atendimentos presenciais e 835 atendimentos não presenciais”.
Segundo a CooLabora, “90,5% das vítimas são do sexo feminino”, sendo que, entre as mulheres, predomina a faixa etária dos 36 aos 55 anos. Em 34,7% dos casos, as vítimas têm filhos menores a cargo. Quanto à relação com o agressor, “em 33,5% das situações estão numa relação de intimidade com a pessoa agressora e em 42,7% as pessoas agressoras são ex-companheiros, cônjuges ou namorados”.
No que respeita às formas de violência, a nota refere que “em 72,8% das situações, as vítimas mulheres sofrem violência física agregada a outras formas de violência; a violência psicológica está presente em todos os casos” e destaca ainda “um aumento de 3,2% das situações em que existe violência sexual, que foi reportada em 22,2% das relações abusivas”.
Relativamente às vítimas do sexo masculino, a CooLabora indica que “predomina a faixa etária dos 46 aos 65 anos, com 36% dos casos, e os idosos representam 24% das situações”. Acrescenta ainda que “em 36% das situações, as vítimas homens estão numa relação de intimidade com a pessoa agressora, o que representa um aumento de 13,3% relativamente a 2024”.
A nota conclui que, também nos homens, “em 40% das situações existe violência física, agregada a outras formas de violência; em todos os casos verifica-se violência psicológica e em 12% existe violência sexual”, sublinhando a dimensão transversal do fenómeno da violência doméstica na região.
