Covilhã: Apesar de questões internas nos BVC, socorro às populações não está em causa

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã garantiu que o socorro às populações do concelho não está em causa, apesar das questões internas que se vivem nos Bombeiros Voluntários da Covilhã (BVC).

Hélio Fazendeiro deixou a garantia na reunião pública do executivo municipal, realizada na quinta-feira, dia 15, afirmando que recebeu garantias de todas as partes envolvidas. “Quero tranquilizar todas e todos” — disse — assegurando que lhe foi transmitido, quer pelos bombeiros, quer pelos órgãos sociais da associação, que “a missão dos bombeiros não está em causa”. O autarca sublinhou ainda que “a Covilhã continua a ser um concelho com capacidade de socorro e resposta a emergências”, acrescentando que “não está em causa nenhuma resposta da Proteção Civil”.


O presidente da Câmara reiterou também que a Covilhã é “um concelho seguro, com capacidade de resposta a emergências e situações de necessidade de Proteção Civil”, explicando que reuniu com os órgãos sociais da Associação Humanitária, que lhe confirmaram que “tudo estava garantido”.

Recorde-se que o corpo de comando dos Bombeiros Voluntários da Covilhã apresentou recentemente a demissão à direção da corporação.

A situação foi abordada na reunião de Câmara pelo vereador Carlos Martins, eleito pelo MIPP, que manifestou preocupação com o clima interno vivido na instituição. De forma direta, afirmou que os bombeiros “são os soldados da paz, mas paz não existe neste momento lá”.

Também Jorge Simões, vereador do PSD, demonstrou preocupação com a ausência de nomeação de um Coordenador Municipal de Proteção Civil, questionando quem assume a responsabilidade pela área no concelho. O vereador alertou para a necessidade de existir uma cadeia de coordenação técnica claramente definida, perguntando, em caso de incidente grave, “qual é a cadeia de coordenação técnica a funcionar, com nomes, responsabilidades e substituições previstas”. Nesse sentido, solicitou ao presidente da Câmara a indicação de “medidas concretas e prazos”, bem como uma data para a nomeação ou regularização do cargo e a apresentação de um organograma funcional.

Em resposta, Hélio Fazendeiro considerou que as questões levantadas resultam de desconhecimento da lei, sublinhando que o responsável máximo pela Proteção Civil é, por definição legal, o presidente da Câmara Municipal. “O responsável máximo da Proteção Civil é o Presidente da Câmara Municipal”, afirmou, acrescentando que, à luz da lei, essa responsabilidade não recai sobre qualquer outro órgão.

O presidente da autarquia concluiu assegurando que a Proteção Civil Municipal tem demonstrado, nas várias solicitações a que tem sido chamada, “uma capacidade e um profissionalismo a toda a prova”, reafirmando que o concelho da Covilhã mantém plena capacidade de resposta em situações de emergência.