Covilhã: Vereador do PSD propõe alargar rede municipal de DAE às freguesias rurais

O vereador do PSD na Câmara Municipal da Covilhã, Jorge Simões, na última reunião pública do órgão, considerou positiva a aquisição de 21 Desfibrilhadores Automáticos Externos (DAE) pela autarquia, desde o início do programa, mas defendeu a necessidade de uma estratégia mais abrangente e equilibrada na distribuição destes equipamentos pelo território.

Durante a sua intervenção, Jorge Simões levantou dúvidas sobre a cobertura efetiva da atual rede, sobretudo fora do perímetro urbano. “A pergunta politicamente responsável é outra. Onde estão, que cobertura garantem e, em tempo real, conseguimos ter um desfibrilhador no local, sobretudo nas freguesias mais afastadas, onde a distância ao serviço de saúde e o tempo de chegada dos meios de socorro podem ser maiores?”, questionou.


O vereador apresentou uma proposta que classificou como “simples e de serviço público”, defendendo que o município deve assumir uma rede municipal de DAE baseada em tempos-alvo e organizada em dois níveis. Por um lado, uma cobertura urbana em “zonas de maior influência, praças, interfaces e instalações desportivas”, com equipamentos “acessíveis, visíveis e sinalizados”. Por outro, uma cobertura rural que garanta “no mínimo um por freguesia, com um ponto âncora, com acesso 24 horas por dia, sete dias por semana”, reforçada nas freguesias mais dispersas.

Presidente da Câmara admite avaliar reforço da rede nas freguesias. Hélio Fazendeiro, sublinhou o esforço que o município tem vindo a desenvolver na capacitação do território com estes equipamentos de emergência. “Tem sido um esforço que o município tem feito na capacitação do nosso território destes importantes instrumentos de desfibrilhação, esperando que eles nunca sejam utilizados”, referiu.

O autarca destacou ainda que o investimento não se limita à aquisição dos equipamentos, abrangendo também a formação necessária para a sua correta utilização. “Temo-lo feito não só na aquisição de equipamentos, mas também na formação que é necessária e devida para os operar”, acrescentou.

Hélio Fazendeiro alertou, no entanto, para as obrigações associadas à instalação de DAE, nomeadamente no que respeita à formação, responsabilidade e número mínimo de pessoas habilitadas para os operar. Segundo explicou, será necessária a existência de um grupo mínimo — “creio que de seis pessoas” — cuja capacidade de resposta terá de ser validada por entidades competentes, como o INEM.

O presidente da Câmara garantiu que a proposta será analisada. “Vou avaliar com os serviços e com o restante executivo aquilo que é a possibilidade eventual de nós colocarmos equipamentos também nas freguesias”, concluiu, admitindo a possibilidade de reforço da rede municipal de DAE.

Recordar que o Programa Municipal de Desfibrilhação Automática Externa (DAE), teve início em 2023 e desde então foram adquiridos 21 desfibrilhadores, com um investimento de cerca de 50 mil euros.

Em 2023 foram adquiridos onze desfibrilhadores, seis deles destinados a locais públicos e edifícios municipais e os restantes para as entidades de proteção civil.

Em 2025 a Câmara Municipal da Covilhã entregou 10 desfibrilhadores a escolas do concelho e à Delegação da Cruz Vermelha.

Foto: arquivo