A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional vai entregar, no próximo 30 de janeiro de 2026, na Assembleia da República, a petição pública “Salvem a Beira Baixa – Parem as Megacentrais Solares!”, que reúne já mais de 17 mil assinaturas válidas. A iniciativa antecede uma grande manifestação nacional, marcada para o dia 31 de janeiro, em Lisboa, sob o lema “O Interior não está à venda – Não às megacentrais solares”.
Segundo a plataforma, a entrega da petição no Parlamento representa um momento político determinante, ao levar diretamente aos deputados a contestação popular contra a instalação de megacentrais solares e outros megaprojetos considerados ambiental e socialmente lesivos para o Interior do país, em particular para a Beira Baixa.
No dia seguinte, 31 de janeiro, decorre a manifestação de âmbito nacional, que pretende dar visibilidade à oposição das populações do Interior a projetos que, afirmam os organizadores, “nada têm de verdadeiramente limpos ou sustentáveis”.
A mobilização ocorre num contexto recente de decisões ambientais relevantes. O projeto da Central Fotovoltaica da Beira foi chumbado pela Agência Portuguesa do Ambiente (APA) pela segunda vez, embora o promotor possa reapresentar o projeto no prazo de seis meses. Está igualmente pendente a decisão da APA sobre o projeto CSF de Sophia, prevista até 9 de fevereiro.
A manifestação terá também uma forte dimensão cultural, afirma a organização que convidou associações culturais, ranchos folclóricos, grupos de bombos, músicos e coletivos ligados às tradições locais, levando à capital “a identidade, a cultura e a alma” do Interior. Estão igualmente a ser mobilizados empresários, agricultores, associações de caçadores e outros grupos representativos da região.
A organização apela ainda ao envolvimento de municípios e juntas de freguesia, solicitando apoio logístico, nomeadamente transporte para Lisboa, e convida movimentos cívicos de todo o país que enfrentam conflitos semelhantes a juntarem-se à iniciativa, com o objetivo de reforçar o caráter nacional do protesto.
A Plataforma de Defesa do Parque Natural do Tejo Internacional considera que a entrega da petição na Assembleia da República e a manifestação constituem um sinal político claro dirigido aos decisores nacionais, afirmando que estes megaprojetos “não serão aceites pelas populações dos territórios afetados”.
