“Quem somos, de onde viemos, e para onde caminhamos.” Está lançada a 22ª edição do Festival Y

A 22ª edição do Festival Y – Festival de Artes Performativas, promovido pela Quarta Parede, vai decorrer de 21 de março a 4 de junho, na Covilhã e em Castelo Branco, com um total de 12 espetáculos, 10 ações de mediação, 4 oficinas e 1 residência artística, dirigidas a toda a população.

Esta programação, que atravessa a área da música, dança, teatro, novo circo e performance reafirma o compromisso com a diversidade artística.


Rui Sena, Diretor Artístico do Festival e da Quarta Parede, afirmou, durante a sessão de apresentação do festival, que decorreu ontem, no Condomínio Associativo II, que tem sido uma preocupação unir diversidade à qualidade.

“Tem sido uma preocupação constante unir a diversidade à qualidade e dar ao público da região a possibilidade de assistir a espetáculos de diversas áreas artísticas, e do cruzamento dessas disciplinas, de espetáculos criados em Portugal e outros países.”

João Castro, que integra a Direção Artística do Festival, evidenciou a importância de pensarmos quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos, com esta edição do festival.

“Nesta edição, decidimos olhar de forma particular para o significado metafórico da existência, pertença, tradição e contemporaneidade, enquanto forças construtoras desta grande utopia que é a identidade. Interessa-nos pensar quem somos, de onde viemos e para onde caminhamos, individual e coletivamente.”

João Castro explicou ainda a programação desta edição, com destaque também, para além dos espetáculos, para os momentos de conversa e partilha comum.

“Para além dos espetáculos programados, serão promovidos momentos de conversa e partilha comum, com investigação de mediação de Cláudia Galhós, bem como as oficinas plural, que assumem um lugar de destaque na diluição de barreiras entre criadores, intérpretes e público.”

A saga dos espetáculos inicia-se dia 21 de março, pelas 21:30, no Teatro Municipal da Covilhã, com o concerto de ROSSANA, a jovem música portuguesa, que reside em Londres e lançou em 2024 o seu segundo albúm “La Portugaise”.

O Auditório Orfeão da Covilhã vai receber Maria Sá Silva, nos dias 16 e 17 de abril, às 15:30 e 21:30, para um concerto, com duas sessões gratuitas, destinadas também ao público escolar.

Entre 30 de abril e 13 de maio, o Festival vai estar presente no Teatro das Beiras, com 4 espetáculos, onde vão ser apresentadas duas peças selecionadas através da Open Call Y Criadores Emergentes 2025.

O ciclo de espetáculos termina em Castelo Branco, no Cine-Teatro Avenida, com duas propostas distintas. Uma dedicada ao novo circo, aliando música e poesia, com João Paulo Santos, dia 9 de maio, pelas 21:30. Outra com foco na dança, com MATXALEN BILBAO, dia 3 de junho, pelas 21:30.

Quanto a ações satélite, o “COMUM”, com a jornalista/escritora Claudia Galhós, consiste em conversas com programadores e artistas do Festival, em escolas e nos teatros, com a questão que se colocou este ano “Estamos em Rede?”

Relativamente às Oficinas PLURAL, vão ser quatro, com artistas/pensadores acolhidos nesta edição, que vão estar à disposição de parceiros, como a Universidade da Beira Interior, escolas, jovens artistas da região, espetadores e público em geral.

Os bilhetes podem ser adquiridos nas bilheteiras dos Teatros (Teatro Municipal da Covilhã, Teatro das Beiras e Cine-Teatro Avenida), no Órfeão Covilhã (Condomínio Associativo II) ou através da Ticketline.

Pode consultar o programa completo AQUI.