Após 20 anos de liderança Nuno Abreu sucede a Eduardo Cavaco na Banda da Covilhã

A Banda da Covilhã elegeu esta sexta-feira à noite os novos órgãos sociais, com Nuno Abreu a assumir a presidência da Direção, sucedendo a Eduardo Cavaco, que liderou a instituição durante duas décadas.

A única lista a sufrágio foi aprovada em assembleia geral com 32 votos a favor e dois brancos. Na mesma sessão, foi também aprovado por unanimidade o Relatório e Contas de 2025, que apresenta um saldo positivo de cerca de 5.800 euros — acima dos cerca de 1.900 euros registados em 2024. A tesoureira, Cristina Granada, sublinhou tratar-se de uma situação “estável e confortável” do ponto de vista financeiro.


Sereno na hora da despedida, Eduardo Cavaco fez um balanço marcado pelo orgulho no percurso realizado. “É um dia de despedida, mas continuo a ser sócio da Banda da Covilhã. Acima de tudo, estou sereno e tranquilo e muito feliz por ver que há continuidade do projeto”, afirmou.

O agora antigo presidente destacou que esta é “uma passagem de testemunho”, mas também “um legado que fica”. E recordou o ponto de partida, em 2005: “Faço uma reunião com sete músicos, fica um e zero alunos”. Duas décadas depois, a realidade é distinta: a banda conta com cerca de 60 músicos e a academia ultrapassa os 100 alunos.

“Trabalhámos 365 dias, 24 horas, durante estes 20 anos. Só posso estar orgulhoso de todos aqueles que trabalharam comigo e dos resultados alcançados. Termino estes 20 anos tranquilo, missão cumprida e de consciência tranquila”, sublinhou.

Entre as conquistas, aponta a criação e consolidação da Academia de Música, inicialmente lançada como Escola de Música Valores e Talentos. “Essa foi sempre a nossa aposta desde a primeira hora”, frisou, destacando a abertura a novos instrumentos, sem perder o foco na matriz filarmónica, centrada nos sopros e na percussão.

Cavaco deixou ainda a garantia de uma instituição financeiramente sólida, agradecendo “aos inúmeros mecenas, aos sócios beneméritos, aos padrinhos da música” e ao Município da Covilhã pelo apoio ao longo dos anos.

O novo presidente, Nuno Abreu, encara o mandato “com espírito de missão”. “A Banda foi colocada num patamar que apresenta um desafio para a nova Direção. É desafiante mantermos a linha que foi conduzida até agora”, afirmou.

Sublinhando a importância da “transparência” e da “comunicação assertiva”, lembra que a instituição envolve quase duas centenas de colaboradores diretos, entre músicos, alunos, professores e encarregados de educação. Ainda assim, acredita que a continuidade está assegurada, já que grande parte da equipa transita do mandato anterior.

A Academia de Música continuará a ser uma prioridade. “A Academia acaba por ser o alfobre da banda. Através da educação e do ensino permite o ingresso de novos músicos”, explicou, defendendo também um reforço da banda e da orquestra juvenil.

Entre os projetos para o novo mandato está a renovação do fardamento, um investimento que considera importante para a imagem da instituição, e o reforço do dinamismo da Academia.

Com a eleição dos novos órgãos sociais — presididos na Assembleia Geral por Luís Pereira Garra e com Jorge Saraiva à frente do Conselho Fiscal — inicia-se um novo ciclo na Banda da Covilhã, marcado pela continuidade e pelo compromisso de preservar o legado construído ao longo dos últimos 20 anos.

Corpos Sociais

Assembleia Geral – Presidente: Luís Pereira Garra; Vice-Presidente: António Moreira; Secretária: Paula Fernandes

Direção – Presidente: Nuno Abreu; Vice-Presidente: Irene Ribeiro; Vice-Presidente: Rui Jesus; Tesoureiro: Pedro Rodrigues; Secretário: Antero Gasalho; 1º Vogal: Sónia Silva; 2 º Vogal: Alda Graça.

Conselho Fiscal – Presidente: Jorge Saraiva; Secretária: Rute Silva; Relatora: Cristina Granado