A Câmara Municipal da Covilhã confirmou que o espaço da antiga “Loja Zé André”, nas imediações do Mercado Municipal, será, para já, convertido em estacionamento público.
Na resposta às questões colocadas no período de intervenção do público na Assembleia Municipal, o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, explicou que o projeto resulta de um processo herdado do mandato anterior e que, para já, a prioridade passa por dar resposta à falta de estacionamento na zona central da cidade.
“É um projeto que apanhámos do mandato anterior (…) e a solução que estava pensada e em andamento para aquele espaço é a devolução imediata do espaço para efeitos de estacionamento, e é para já isso que vai acontecer”, afirmou o autarca.
Segundo Hélio Fazendeiro, o centro histórico continua a enfrentar dificuldades ao nível da mobilidade e do estacionamento, situação que leva frequentemente ao estacionamento irregular.
“É frequente nós encontrarmos carros indevidamente estacionados no centro histórico, exatamente pela dificuldade de encontrarem soluções de estacionamento”, sublinhou, acrescentando que o novo espaço permitirá “alargar o número de estacionamentos para os automóveis”.
Ainda assim, o presidente da Câmara admitiu que o futuro do local poderá vir a ser repensado no âmbito de uma intervenção mais ampla no centro histórico.
“Sem embargo, no futuro (…) poderemos vir a reconsiderar uma reutilização daquele espaço com outra finalidade”, referiu.
A questão foi levantada por Pedro Seixo Rodrigues, em representação de um grupo de moradores e comerciantes do centro histórico, que manifestou preocupação com o impacto ambiental da solução prevista.
Segundo explicou, o projeto prevê que grande parte da área disponível seja ocupada por pavimentação impermeável destinada a estacionamento.
“Estamos a falar de uma parcela com 820 metros quadrados (…) em que 590 metros quadrados estão destinados a serem asfaltados”, afirmou, acrescentando que “mais de 70% daquela área vai ser asfalto”.
O representante dos moradores alertou para os efeitos negativos deste tipo de revestimento, nomeadamente o aumento da impermeabilização dos solos e da temperatura urbana, defendendo alternativas mais sustentáveis.
“Acreditávamos que esta situação fosse repensada, nomeadamente com a inclusão de um tipo de pavimentação mais amiga do ambiente”, sugerindo soluções como grelhas de enrelvamento.
Apelou ainda a uma maior abertura do executivo municipal para integrar contributos de quem vive diariamente no centro histórico, sublinhando tratar-se de propostas apresentadas por cidadãos que “vivem e amam esta zona da cidade”.
Apesar das reservas apresentadas, a autarquia confirmou que o projeto avançará, mantendo o objetivo imediato de reforçar a oferta de estacionamento naquela área da Covilhã.
