CMC mantém intenção de demolir edifício no Largo Senhora do Rosário

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, confirmou que o município está a avaliar a possibilidade de demolir o imóvel localizado no Largo Senhora do Rosário, no centro histórico da cidade, após uma petição apresentada por moradores e comerciantes da zona.

As declarações foram feitas durante o período de intervenção do público na Assembleia Municipal da Covilhã, na sequência da intervenção de Pedro Seixo Rodrigues, que, tal como já tinha feito em reunião pública da autarquia, deu conta dessa pretensão, entregando uma petição pública com mais de 350 assinaturas.


Na resposta, Hélio Fazendeiro, explicou que o processo não está encerrado e que a intervenção depende de pareceres externos obrigatórios.

“A obra está suspensa e estamos a procurar obter as autorizações necessárias e indispensáveis para que possamos eventualmente vir a fazer essa demolição”, afirmou.

O presidente da Câmara recordou que intervenções no centro histórico exigem validação das entidades de património, nomeadamente da CCDR do Centro, salientando que a proteção destas áreas não se limita apenas aos edifícios isolados.

“Os centros históricos não valem exclusivamente pela idade dos seus edifícios, mas pela própria configuração da malha urbana”, explicou, acrescentando que o município está em conversações para demonstrar “a bondade da alteração desta configuração (…) no sentido da demolição daquela habitação para a transformação num espaço de usufruto público”.

Segundo Hélio Fazendeiro, o objetivo passa por criar um espaço mais aberto e funcional, tal como defendem os moradores, “desafogando aquele espaço”, embora a decisão final dependa das autorizações legais.

Na intervenção inicial, Pedro Seixo Rodrigues recordou que o grupo já tinha apresentado o tema numa reunião pública em novembro, defendendo que a demolição total do edifício permitiria reorganizar a circulação automóvel, melhorar o estacionamento e criar um espaço comunitário.

Segundo o porta-voz dos moradores e comerciantes, a proposta pretende responder às dificuldades de acesso existentes numa zona com fortes limitações, facilitando a circulação de veículos de emergência, entregas e residentes.

Durante a resposta, o presidente da Câmara abordou ainda outras preocupações levantadas pelos moradores, nomeadamente edifícios em risco de derrocada no centro histórico.

Hélio Fazendeiro revelou que o executivo municipal já deliberou a tomada de posse administrativa de um prédio em risco iminente de ruína na Rua Alexandre Herculano, estando em curso os procedimentos legais para garantir a demolição e reposição das condições de segurança.

Quanto à iluminação pública, o autarca adiantou que o município prepara a substituição e reforço da rede por tecnologia LED em todo o concelho, medida que pretende melhorar a segurança urbana e reduzir custos energéticos.