Covilhã: Novo hotel 5 estrelas e novo investimento da Enforce têm “Interesse Municipal”

A Câmara Municipal da Covilhã aprovou, por maioria, na reunião pública destas sexta-feira, a atribuição de Projeto de Interesse Municipal, e os respetivos benefícios municipais, a dois projetos privados.

Trata-se de um investimento da Enforce, no valor de 2,7 milhões de euros, que prevê a criação de 10 postos de trabalho e de um investimento do grupo Azicentro, detentor dos hotéis Sana, que pretende instalar uma unidade hoteleira 5 estrelas na cidade.


No final da reunião, o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, confirmou que um dos projetos diz respeito a uma nova unidade hoteleira a instalar na zona baixa da cidade.

“É um investimento que está sinalizado na zona baixa da cidade, na zona nova. Uma unidade nacional hoteleira de hotéis de elevada qualidade”, afirmou, sublinhando o interesse do grupo em construir na Covilhã.

O autarca recusou, para já, adiantar detalhes sobre a marca ou características da unidade. “Não quero avançar para já com mais informações quanto à tipologia do hotel, à dimensão do hotel, até à própria marca”, explicou, acrescentando que estas empresas “têm estratégias próprias também de comunicação”.

Hélio Fazendeiro garantiu ainda que se trata de uma intenção “sólida e fiável”, uma vez que “já existe projeto, já existe pedido de licenciamento, já existe a candidatura no âmbito deste regulamento ao município, já existe terreno para o efeito”.

O presidente da Câmara fez questão de esclarecer que a atribuição de benefícios está dependente da concretização do investimento. “Esta atribuição de benefícios só se concretiza se o investimento for concretizado de acordo com aquilo que foi apresentado ao município”, alertou, frisando que, caso contrário, “esses benefícios são retirados”.

A deliberação foi aprovada por maioria, com os votos favoráveis da maioria socialista e de Eduardo Cavaco (CDS/IL). Carlos Martins (MIPP) votou contra por não possuir, apesar de já ter pedido, o regulamento de benefícios fiscais, sublinhando que é favorável a todos os investimentos para o concelho.

Já Jorge Simões, vereador do PSD, optou pela abstenção, por considerar que no regulamento há uma lacuna, que poderá ser considerada “um lapso de escrita”, “mas que já vem de 2021, pois o regulamento já tem 4 anos”.

O eleito frisou “não se pode justificar um lapso de escrita, ou se altera o regulamento ou se tira o lapso. 4 anos num lapso de escrita é capaz de ser tempo a mais”, disse.

Hélio Fazendeiro avançou que este é um regulamento que tem o processo de alteração em andamento.