A Câmara Municipal da Covilhã vai avançar com a requalificação do heliporto nas Cortes do Meio e dar continuidade à instalação de reservatórios de água no concelho, reforçando a capacidade de resposta da proteção civil. O anúncio foi feito por Hélio Fazendeiro, presidente da autarquia, no final da reunião pública de sexta-feira.
No que respeita ao heliporto, o autarca realça que já foi aberto o concurso público para empreitada de requalificação do Heliporto da Covilhã, nas Cortes do Meio, num investimento total de 256 mil euros”, sublinhando que se trata de “um montante que vai permitir melhorar as condições infraestruturais daquele espaço, que estão, para já, alocadas à proteção civil”.
Salientando que a localização destes helicópteros permite “ter melhor resposta e segurança no período de incêndios”. O presidente destacou a importância estratégica da infraestrutura, considerando-a “uma infraestrutura municipal muitíssimo importante, que queremos manter e melhorar e, no futuro, até requalificar num outro âmbito do ponto de vista da aviação civil”. Para já, frisou, “esta qualificação que está em causa é do ponto de vista da capacitação do espaço para a proteção civil”.
O investimento municipal de 256 mil euros abrangerá não apenas a pista, mas também as estruturas adjacentes. “Estamos a falar das estruturas adjacentes e também, digamos, do complexo da pista”, esclareceu, garantindo que o heliporto “continua exatamente com a mesma finalidade”, ao serviço dos bombeiros e da proteção civil.
“O heliporto nas Cortes do Meio continua. É indispensável para termos meios de combate a incêndios, meios aéreos de combate a incêndios no nosso território, são absolutamente indispensáveis”, afirmou, acrescentando que estes meios “demonstraram exatamente, infelizmente, todos os anos, a sua preponderância naquilo que é época de incêndios, porque nos permite ter, na proximidade, uma resposta muito mais” eficaz.
Paralelamente, o município vai prosseguir com a instalação de reservatórios de grande capacidade em pontos estratégicos do concelho.
O primeiro foi instalado em 2024 na zona da Rosa Negra, um investimento de 40 mil euros, em 2025 foram instalados em Erada, Sobral de S. Miguel e Tortosendo, num investimento global de 120 mil euros, para este ano está prevista a instalação de mais quatro reservatórios, na zona norte do concelho, num investimento de cerca de 160 mil euros.
Hélio Fazendeiro sublinhou que a escolha das localizações “não é aleatória”. “Esta instalação é de acordo com uma avaliação de risco feito pela Proteção Civil”, explicou, tendo em conta “as condições de risco da floresta no nosso território, as condições de abastecimento e de acesso a linhas de água para abastecer os veículos de combate”. Assim, têm sido identificados “pontos onde é necessário reforçar essa capacidade de acesso a água”.
O presidente da Câmara reforçou que o município se mantém “muito empenhado a investir na prevenção.
“Muito empenhado a investir naquilo que é a Proteção Civil, naquilo que é as condições e a capacitação do território para resposta a situações de emergências extremas, como têm ocorrido, infelizmente, na altura do verão, os incêndios florestais”.
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