Hélio Fazendeiro admite relvado sintético no Campo n.º 2 do Complexo Desportivo da Covilhã

O presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, revelou que o município está a analisar a possibilidade de transformar o Campo n.º 2 do Complexo Desportivo num relvado sintético, como forma de garantir maior durabilidade e capacidade de utilização. As declarações foram feitas aos jornalistas após a reunião privada do executivo na última sexta-feira, dia 6.

Segundo o autarca, a opção por piso sintético surge como resposta às limitações dos relvados naturais. “Estamos a analisar a possibilidade de uma recuperação com o piso sintético, que garante outra durabilidade e, do ponto de vista da manutenção e da utilização, outra capacidade de carga”, afirmou. Hélio Fazendeiro explicou que os campos de relva natural não conseguem suportar o volume de treinos e jogos que acontecem no complexo. “Não há manutenção que resista em relevados naturais com a carga de utilização que ali existe”, sublinhou.


O presidente da Câmara esclareceu ainda que não há data para a reabertura do Campo n.º 1 do Complexo Desportivo se encontra atualmente suspenso. “Os técnicos estão a proceder a ações de manutenção do relevado e aguardo informação de quando estará em condições”, disse, acrescentando que as condições meteorológicas têm dificultado os trabalhos. Por isso, não avançou prazos: “Não lhe consigo dizer qual é o horizonte temporal. Ele abrirá assim que estiver em condições de ser novamente utilizado.”

Quanto ao novo estádio municipal no Teixoso, o Presidente adiantou que a infraestrutura se encontra na fase final de conclusão, com a instalação dos equipamentos e das infraestruturas necessárias. O autarca disse desejar que o espaço fique disponível “o mais rápido possível” para associações e munícipes, mas voltou a não assumir datas concretas.

“Gostava que fosse ainda esta época. Não sendo possível, espero, e tudo farei, para que esteja à disposição na preparação e no início da próxima época desportiva”, afirmou.

Sobre esta matéria, Daniela Fernandes, que substituiu Carlos Martins (MIPP), manifestou preocupação com o estado das infraestruturas desportivas do concelho da Covilhã, nomeadamente o complexo desportivo:

“O campo número um do complexo desportivo encontra-se interdito, o número dois não está em melhores condições, temos a piscina municipal fechada e as pistas de atletismo bastante degradadas”, disse, alertando para o impacto negativo sobre centenas de atletas, que veem prejudicadas as suas condições de treino e os resultados nas competições. Sugeriu ainda a realização de um atlas de avaliação das infraestruturas desportivas, inspirado no Congresso do Futebol Português, em que participou, para melhorar acessibilidade, licenciamentos, certificações e capacidades das instalações.