A primeira edição do Festival Multiverso decorre entre 28 de fevereiro e 7 de março, na Covilhã, Fundão e Castelo Branco, propondo um panorama da criação musical e artística experimental contemporânea na região da Beira Interior.
De acordo com a nota de imprensa, o evento apresenta concertos, performances, instalações e concertos acusmáticos, cruzando diferentes linguagens da criação contemporânea, com especial foco na eletrónica e nas tecnologias digitais. Parte da programação, nomeadamente os concertos realizados durante a tarde, terá acesso gratuito, reforçando a abertura do festival a públicos diversificados.
O festival resulta de uma articulação entre as Câmaras Municipais da Covilhã, Fundão e Castelo Branco e a Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco, promovendo o encontro entre os meios artístico, académico e científico na região.
As atividades decorrem em vários espaços culturais das três cidades, nomeadamente a Fábrica da Criatividade e o Cine-Teatro Avenida, em Castelo Branco, o Teatro Municipal da Covilhã, e a Moagem – Cidade do Engenho e das Artes, no Fundão.
Na Covilhã e no TMC~, acontece no dia 4 de março (quarta-feira), às 18:00 e com entrada gratuita, um Concerto Acusmático em que será possível escutar obras de música sobre suporte em sistema de colunas multi-canal. No mesmo dia, às 21:30, terá lugar um concerto de Drumming + Carlos Guedes intitulado “Time Poetries”. Trata-se de um ciclo de peças para quarteto de lâminas e pequenos instrumentos de percussão e eletrónica sob suporte fixo, que exploram a passagem do tempo em música.
No dia 5 (quinta-feira), às 18:00 e com entrada gratuita, o foyer do TMC~ acolhe o espetáculo “Multiverso” pelo Electronic Music Ensemble (EME) ESART, formação de arquitetura variável constituída por alunos e professores do curso de Música Eletrónica e Produção Musical da Escola Superior de Artes Aplicadas do Instituto Politécnico de Castelo Branco.
No mesmo dia, às 21:30, Mário Barreiros apresenta “Na Pele da Terra”, um projeto de Mário Barreiros que combina elementos do jazz tradicional com o uso de eletrónica em tempo real. Este objeto musical combina a interação entre um trio de instrumentos acústicos, composto por Ricardo Toscano (saxofone alto), Carlos Barretto (contrabaixo) e Mário Barreiros (bateria), com a eletrónica de Leonardo Pinto, para manipular e transformar os sons produzidos pelos músicos em tempo real.
O programa afirma-se como um espaço de encontro e partilha em torno das práticas artísticas contemporâneas, contribuindo para a valorização da criação experimental na Beira Interior.
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