O Museu da Covilhã acaba de dar mais um passo na promoção da inclusão cultural com a chegada de um novo recurso acessível que complementa a réplica tátil do mural “Expedição à Serra da Estrela”, da autoria dos uruguaios Colectivo Licuado, criado no âmbito do WOOL 2021.
Segundo uma nota do Município da Covilhã, “com o objetivo de incrementar o acesso físico, social e intelectual à participação cultural”, o museu recebeu, na primeira semana de fevereiro, a peça final deste projeto inclusivo: um folheto de comunicação aumentativa e alternativa, que inclui guião em braille, permitindo que a obra possa ser explorada por qualquer pessoa, com ou sem necessidades específicas.
Com este novo suporte, fica completa a experiência sensorial associada à réplica tátil do mural, garantindo uma abordagem verdadeiramente universal à fruição artística. Ambos os recursos integram o projeto “WOOL + | Arte Urbana mais acessível” e estão disponíveis para consulta mediante solicitação.
A coordenação do projeto esteve a cargo de Célia Sousa e Fernanda Inês, do Politécnico de Leiria – Escola Superior de Educação e Ciências Sociais / Centro de Recursos para a Inclusão Digital. As responsáveis asseguraram o design, a tradução e adaptação de pictogramas, a edição e impressão em braille, bem como a gravação de voz e de áudio.
A sala WOOL, inaugurada a 21 de junho do ano passado, apresenta ao público todo o percurso do projeto ao longo de 14 anos. O espaço reúne textos, vídeos, imagens, uma mesa com réplica tátil e diversos recursos de acessibilidade, mostrando o WOOL | Arte Urbana “enquanto agentes de uma comunidade e enquanto cidadãos apaixonados pela cidade”.
A réplica do mural “Expedição à Serra da Estrela” destaca e celebra ainda os 140 anos da 1.ª Expedição Científica à Serra da Estrela, promovida pela Sociedade de Geografia de Lisboa, ligando a arte urbana à memória científica e cultural da região.
