O Sporting Clube da Covilhã foi hoje condenado a pagar uma multa de 33 mil euros no âmbito do processo que investigava alegados crimes de corrupção desportiva ocorridos na época 2017/2018. Ao clube serrano foi aplicada a multa, mas nenhuma consequência desportiva: não desce de divisão e poderá continuar a competir normalmente.
Recordar que já há um ano, Vítor Cunha e João Salcedas, antigos diretores desportivos do clube serrano, que também estavam acusados de três crimes de corrupção desportiva pelo Ministério Público, foram ilibados, e não pronunciados, por decisão do Tribunal Judicial da Comarca de Braga.
O caso já se arrasta há vários anos, teve origem numa alegada tentativa de viciação de um jogo da 37.ª jornada da II Liga, frente ao Gil Vicente, decisivo para a manutenção do SC Covilhã na época 2017/2018.
No mesmo processo, o tribunal condenou hoje Vítor São Bento, então guarda-redes do SC Covilhã, e Rui Boucinha, antigo jogador das camadas jovens do Gil Vicente, a 2 mil euros de multa cada e a três anos de pena suspensa por crimes de corrupção desportiva.
O processo dava conta de uma alegada tentativa de compra de jogadores do Gil Vicente para facilitar o resultado do jogo, com o objetivo de evitar a descida de divisão do Sporting da Covilhã.
A decisão proferida hoje é passível de recurso. O Sporting da Covilhã, agora gerido por uma comissão administrativa, ainda não se pronunciou sobre o caso.
