A Câmara Municipal da Covilhã está a trabalhar numa solução para garantir a continuidade do projeto educativo do Colégio das Freiras no início do próximo ano letivo, uma vez que a requalificação do edifício do Bolinha de Neve não deverá estar concluída até setembro.
Preocupação com prazos das obras

O assunto foi abordado na reunião privada do executivo municipal, esta sexta-feira, dia 6, após ter sido levantado pelo vereador António Vicente, do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), que manifestou preocupação com o calendário das obras.
Para António Vicente, esta situação pode obrigar à procura de alternativas a curto prazo para garantir resposta às famílias. “Provavelmente vamos ter aqui uma situação para resolver, porque iremos chegar muito rapidamente a setembro e vamos ter de encontrar alternativas, soluções para as crianças e para as famílias das crianças que estão nesta altura no Colégio das Freiras”, alertou.
O vereador sublinhou ainda a necessidade de dar previsibilidade às famílias. “Será importante dar-lhes alguma estabilidade e alguma previsibilidade daquilo que possa ser a sua programação da vida familiar no próximo ano letivo”, acrescentou.
Obra é da responsabilidade do Estado

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, lembrou que a intervenção no edifício do Bolinha de Neve é da responsabilidade do Estado central.
“O município não é dono da obra. A Câmara Municipal não tem nenhuma responsabilidade direta na condução dos trabalhos de requalificação do espaço”, afirmou, explicando que o processo está a cargo do Estado, através das entidades da Segurança Social.
Ainda assim, perante a possibilidade de a obra não estar concluída a tempo do início do ano letivo, o município está a preparar alternativas. “Face à circunstância de não estar disponível o espaço da Bolinha de Neve no início do próximo ano letivo, é necessário salvaguardar as condições de continuidade do projeto educativo do Colégio das Freiras, seja naquele espaço, seja num outro espaço”, explicou.
Prolongamento do arrendamento é hipótese
Uma das soluções em análise passa pelo prolongamento do contrato de arrendamento do edifício do Colégio das Freiras, que atualmente termina em agosto de 2026.
“O contrato que o município tem com os proprietários do edifício termina em agosto de 2026. Para que exista continuidade do projeto educativo naquele edifício, é necessário haver um prolongamento desse contrato”, adiantou Hélio Fazendeiro, referindo que estão a decorrer contactos com os proprietários, com a Segurança Social e com a Comissão de Pais.
O autarca garantiu que o objetivo é assegurar estabilidade às famílias, crianças e trabalhadores. “O município está permanentemente a acompanhar este assunto e a trabalhar incansavelmente para que não esteja em causa a continuidade da abertura do ano letivo em setembro”, disse.
Hélio Fazendeiro admite que a solução preferencial passa por manter o funcionamento no atual espaço, mas ressalva que tal depende da disponibilidade dos proprietários do edifício, não avançado para já pormenores sobre as negociações.
Recorde-se que, depois da saída das irmãs Doroteias da Covilhã, que durante décadas estiveram à frente da instituição, a autarquia arrendou o espaço do Colégio das Freiras. O projeto educativo está atualmente a ser desenvolvido pela Associação Jesus Maria José, do Dominguizo.
