A Câmara Municipal da Covilhã aprovou por unanimidade, na reunião extraordinária desta segunda-feira, 30 de março, um pacote de apoios superior a 600 mil euros destinado ao movimento associativo do concelho, bem como a entidades culturais e desportivas.
No final da reunião, o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, sublinhou a importância do trabalho desenvolvido pelas associações, reconhecendo que o apoio financeiro municipal fica aquém do seu impacto. “Os apoios financeiros que o município atribui às associações são reconhecidamente insuficientes face àquilo que é o impacto que o trabalho destas associações tem no nosso concelho e na nossa comunidade”, afirmou.
Segundo o autarca, o regulamento de apoio ao associativismo contempla três eixos principais — atividade regular, aquisição de equipamentos e realização de obras — num montante global de 400 mil euros. “Temos, na atividade regular, um total de 250 mil euros, depois para equipamentos e obras superiores a 5 mil euros, 100 mil euros, e para equipamentos e obras inferiores a 5 mil euros, 50 mil euros”, detalhou.
A este valor somam-se ainda os contratos-programa de desenvolvimento cultural e desportivo, aprovados também nesta reunião, que representam 231.500 euros para dez associações, ficando uma candidatura para deliberação posterior por questões administrativas. No total, os apoios ultrapassam os 600 mil euros.
Número de candidaturas continua a crescer

Hélio Fazendeiro destacou ainda o aumento gradual do número de associações candidatas ao regulamento municipal. “Em 2024 tivemos 173 candidaturas, em 2025 tivemos 175, em 2026 tivemos 179 candidaturas”, referiu, acrescentando que, no que respeita à atividade regular, foram apoiadas 103 associações.
O presidente garantiu que o regulamento é amplamente divulgado e que o município disponibiliza apoio técnico às coletividades. “O município cria todas as condições para que elas possam, desejando e cumprindo os critérios, aceder a este tipo de apoio”, afirmou, apontando a existência de técnicos municipais dedicados ao acompanhamento do movimento associativo.
PSD defende aumento das verbas

O vereador do PSD, Jorge Simões, votou favoravelmente as propostas, mas defendeu um reforço futuro das verbas disponíveis. O social-democrata salientou que o montante destinado à atividade regular, quando dividido pelas associações apoiadas, resulta numa média relativamente baixa.
“O valor de 250 mil euros a dividir por 103 associações acaba por dar um rácio na ordem de 2.400 euros por associação, ou seja, há abrangência, mas nem sempre há escala suficiente para responder às dificuldades reais do associativismo”, afirmou.
Jorge Simões questionou ainda a razão pela qual apenas cerca de metade das cerca de 200 associações existentes no concelho se candidata ao regulamento, apontando possíveis causas como desconhecimento, dificuldades na elaboração de candidaturas ou exigência procedimental.
Aprovação unânime
As propostas foram aprovadas com os votos favoráveis de todo o executivo, incluindo o vereador do Movimento Independente Pelas Pessoas (MIPP), Carlos Martins, e o representante da coligação +Covilhã (CDS/IL).
