A possibilidade de fusão do Centro de Emprego da Covilhã com o da Guarda, no âmbito de uma reestruturação prevista pelo Governo, gera preocupação no executivo covilhanense, tal como ficou espelhado na reunião pública da Câmara Municipal da Covilhã, realizada na sexta-feira, dia 20 de março.
O presidente da Câmara, Hélio Fazendeiro, manifestou apreensão com a eventual agregação dos serviços, sublinhando a importância do atual centro para a dinâmica económica da região.
“É com preocupação que acompanhamos esta intenção de fusão, de agregação, na medida em que os números demonstram que o Centro de Emprego que está na Covilhã […] tem uma especificidade, uma diversidade, uma dimensão que não me parece que seja possível agregar ou fundir”, afirmou.
O autarca destacou que o centro sediado na Covilhã serve não apenas o concelho, mas também os municípios de Belmonte e Fundão, desempenhando um papel relevante nas áreas da empregabilidade e formação profissional.
“Espero que o Centro de Emprego que está na Covilhã […] possa permanecer no nosso território e continuar a desempenhar e a prestar os serviços que presta à nossa economia, às nossas empresas, aos nossos trabalhadores, com a mesma capacidade […] que o tem feito”, acrescentou.
A possível reestruturação dos serviços públicos também foi criticada pelo vereador da coligação +Covilhã, Eduardo Cavaco, que questionou o executivo sobre as diligências tomadas para defender a manutenção do serviço na cidade.
“Perante a gravidade desta possibilidade, importa perguntar com clareza que passos deu o município para defender a manutenção deste serviço na Covilhã”, afirmou durante a reunião.
Eduardo Cavaco pediu esclarecimentos sobre eventuais contactos com o Instituto do Emprego e Formação Profissional (IEFP) e com o Governo, questionando se existe informação oficial sobre o processo.
“A Covilhã não pode continuar a perder serviços públicos estratégicos sem uma reação firme por parte de quem tem responsabilidades políticas”, declarou, defendendo que o presidente da autarquia deve informar o executivo e a população sobre as ações já desenvolvidas.
A eventual fusão dos centros de emprego insere-se numa reorganização mais ampla da rede de serviços do IEFP, que, segundo notícias recentes, poderá implicar a agregação de várias estruturas e a redução de cargos dirigentes.
