No próximo dia 21 de março, a iniciativa Porta a Porta volta às ruas da Covilhã e de mais 15 cidades em Portugal, com concentração marcada para as 11h00 no Pelourinho, em defesa do direito à habitação e sob o lema “JÁ NÃO DÁ!”.
O movimento, promovido pelo Casa para Viver, alerta para a crise habitacional que atravessa o país. O aumento contínuo dos preços das casas, tanto para compra como para arrendamento, está a excluir grande parte da população do acesso a habitação digna. Em Lisboa, os preços já ultrapassam os 5 mil euros por metro quadrado, enquanto salários se mantêm estagnados, com mais de metade dos trabalhadores a receber menos de mil euros por mês.
Segundo os promotores, as recentes medidas anunciadas pelo Governo não resolvem o problema e, em muitos casos, agravam a crise. A classificação de rendas elevadas como “moderadas” e os benefícios fiscais atribuídos a senhorios e investidores têm contribuído para a subida generalizada dos preços, transferindo recursos públicos para interesses privados. Ao mesmo tempo, mecanismos de regulação, como limites aos aumentos de rendas e medidas de contenção do alojamento local, têm sido enfraquecidos, favorecendo a especulação imobiliária.
As consequências sociais da crise são cada vez mais visíveis, incluindo despejos, sobrelotação habitacional, precariedade extrema e exclusão social, afetando também pessoas sem acesso a condições básicas de habitação.
O movimento Porta a Porta defende medidas estruturais para resolver a crise, incluindo: Diminuir taxas de juro e exigir que os bancos paguem; estabilizar e renovar contratos de arrendamento; garantir rendas comportáveis e reguladas; fim dos despejos sem alternativa de habitação digna; combater a informalidade no arrendamento e aumentar a oferta de habitação pública e alojamento público estudantil.
