As Marchas Populares da Covilhã vão regressar este ano ao Estádio Municipal José Santos Pinto, numa edição que contará com 15 grupos participantes e que se realiza nos dias 13 e 20 de junho, mantendo o apoio financeiro da autarquia às associações envolvidas.
A decisão foi anunciada esta sexta-feira, 20 de março, durante a reunião pública da Câmara Municipal, em que o presidente da autarquia, Hélio Fazendeiro, destacou o simbolismo do regresso ao local onde o evento teve origem.
“Este ano vamos ao encontro daquilo que era a ambição de muitas destas entidades (…) nós iremos voltar este ano ao estádio Santos Pinto para fazer o desfile das marchas (…) que vai também ao encontro, não só daquilo que foi a origem do evento, que decorria precisamente no estádio Santos Pinto, mas também daquilo que era o imaginário e a vontade dos participantes.”
Desfiles marcados para 13 e 20 de junho

As marchas voltam a realizar-se em dois momentos distintos, mantendo o modelo dos últimos anos, mas com a novidade do desfile passar do Complexo Desportivo para o Santos Pinto.
No dia 13 terá lugar o habitual desfile até à praça do município e a 20 de junho a apresentação no estádio.
Segundo o autarca, a iniciativa mantém-se como um dos momentos mais participados do calendário cultural local, mobilizando associações durante vários meses de preparação.
“Há uma coisa que nós sabemos, é que já é tradicionalmente, ao longo dos últimos 12 anos, dois dias de grande cor, brilho, festa e diversão no nosso concelho, que representam depois um conjunto de meses de trabalho muito importante nas nossas associações com a nossa comunidade.”
A edição de 2026 contará com 15 marchas, sendo 12 participantes e três convidadas.
Irão desfilar o Grupo Desportivo da Mata, Oriental de São Martinho, Junta de Freguesia do Tortosendo, Moto Clube Lobos da Neve, UF Teixoso e Sarzedo, Académico dos Penedos Altos, Grupo Desportivo Águias do Canhoso, GER Campos Melo, GIR Rodrigo, CCD Leões da Florestas, Junta de Freguesia de Cantar Galo e Junta de Freguesias de Vila do Carvalho.
Entre as convidadas estão duas marchas infantis, a Associação Brincar Livre e o ATL do Rodrigo e ainda um grupo sénior do Centro de Atividades.
Apoio municipal de cinco mil euros por marcha

A Câmara Municipal aprovou os protocolos de colaboração com as associações participantes, fixando um apoio de cinco mil euros para cada uma das 12 marchas.
“Estamos hoje aqui a aprovar protocolos de colaboração de 5 mil euros para cada uma das entidades (…) uma verba que o município disponibiliza para ajudar a financiar os adereços, os materiais, (…) contratar bandas filarmónicas (…) e todo aquele brilhantismo que nós vemos no dia da marcha”, detalhou o presidente.
As duas marchas infantis convidadas – a Associação Brincar Livre e o ATL do Rodrigo – receberão um apoio de 800 euros cada.
Propostas da oposição para alargar e reforçar as festas

Durante a reunião, o vereador da coligação PSD/CDS, Eduardo Cavaco, apresentou um conjunto de propostas para reforçar a dimensão cultural e turística das marchas, defendendo um programa mais alargado ao longo do mês de junho.
“A minha proposta passa por trazer as associações para a rua, de forma a que a Covilhã (…) viva a alegria contagiante das marchas durante todo o mês de junho.”
O autarca sugeriu ainda o alargamento dos desfiles para mais dias e melhorias nas condições logísticas e de visibilidade do evento.
“Justifica-se também alargar os desfiles para 4 dias de festa e não 2, potenciando a tradição como cartaz turístico da Covilhã (…) retirar os carros (…) colocar mais bancadas, reforçar a iluminação, melhorar o piso.”
Câmara admite analisar novas propostas

Em resposta, Hélio Fazendeiro considerou as sugestões “interessantes” e afirmou que serão avaliadas em conjunto com a organização e as associações, sublinhando, no entanto, que a decisão de aumentar o número de dias depende também da disponibilidade dos participantes.
“As propostas que coloca são interessantes, pelo menos para analisarmos e percebermos (…) porque naturalmente aumentar o número de dias de participação não depende só da organização, depende também das pessoas e da disponibilidade de quem participa.”
O presidente da Câmara indicou que as propostas serão encaminhadas para análise pelo vereador responsável pela organização, Luís Marques, e pela estrutura organizadora, deixando em aberto a possibilidade de novas iniciativas virem a ser incluídas em futuras edições.
Carlos Martins, vereador eleito pelo Movimento Independente pelas Pessoas, MIPP, mostrou satisfação com esta realização, que considera um dos momentos altos da atividade cultural e popular, apontando que não deveria haver diferenciação de apoio entre as marchas participantes e as convidadas, “mas se elas aceitaram, é o que é”, terminou.
As Marchas Populares da Covilhã, retomadas em 2014 após vários anos de interrupção, continuam assim a afirmar-se como uma das principais manifestações culturais do concelho, envolvendo centenas de participantes de todas as idades e mobilizando o movimento associativo local.
