Obras na escola de Belmonte com atrasos e incongruências entre candidatura e empreitada

A requalificação da escola Pedro Alvares Cabral, financiada pelo Plano de Recuperação e Resiliência (PRR), apresenta atrasos e discrepâncias entre a candidatura aprovada e a obra efetivamente lançadas.

O presidente da Câmara Municipal de Belmonte reconheceu que a empreitada regista um atraso aproximado de dois meses, garantindo, contudo, que o início do próximo ano letivo não está em risco.


“Temos feito uma pressão muito grande, quer com o projetista quer com o empreiteiro. O prazo é vinculativo e tem de ser cumprido”, afirmou António Luís Beites. Recordar que as obras do PRR têm de estar executas até junho.

De acordo com o autarca, a intervenção inicialmente adjudicada incidia essencialmente na substituição de fachadas, portas e janelas e na requalificação de instalações sanitárias dos blocos mais antigos. No entanto, verificou-se posteriormente que componentes previstas na candidatura não tinham sido incluídas na empreitada.

“Há uma parte que estava na candidatura e que nunca foi tratada nem incluída na obra”, explicou, adiantando que o município irá agora avançar, através de ajustes diretos, com intervenções adicionais, nomeadamente a remodelação da cozinha e a instalação do laboratório.

“Como os valores são mais pequenos e permitem ajustes diretos, estamos a fechar o caderno de encargos para na próxima semana avançar também com essa condição”, disse o autarca.

Apesar das dificuldades herdadas, o presidente da Câmara assegurou que o objetivo passa por cumprir rigorosamente os prazos definidos pelo PRR e que “o arranque das aulas não poderá estar em causa”.