A Junta de Freguesia do Paul alertou para a necessidade de intervenção no edifício onde funciona o auditório da vila e a 4.ª secção dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, defendendo a requalificação do espaço e a avaliação da construção de um novo quartel para os operacionais sediados na freguesia.
O tema foi levantado pelo presidente da Junta de Freguesia do Paul, Duarte Rodrigues, durante a última Assembleia Municipal da Covilhã, onde sublinhou os problemas estruturais do edifício e o impacto que têm tido na comunidade local.
Auditório encerrado desde dezembro

O auditório da freguesia encontra-se encerrado desde dezembro de 2025 por razões de segurança. Na altura, a Junta de Freguesia divulgou um aviso à população a informar da decisão.
No comunicado, datado de 2 de dezembro, a autarquia explicou que a medida foi tomada após a identificação de problemas que comprometem as condições de segurança do espaço.
“Por motivos de segurança, informamos que o anfiteatro da Freguesia se encontra encerrado. Esta medida preventiva foi adotada após a identificação de problemas que comprometem as condições de segurança da sala, de modo a garantir a proteção de todos os que frequentam o espaço.”
Segundo Duarte Rodrigues, o encerramento deixou a vila sem um espaço essencial para atividades comunitárias.
Durante a assembleia municipal, o autarca recordou que “desde dezembro do ano passado que a vila do Paul está privada de uma sala multiusos de elevado índice de ocupação e importância para a comunidade”, defendendo que “a intervenção integral neste edifício é de extrema urgência”.
Limitações no quartel dos bombeiros
Na mesma intervenção, o presidente da Junta destacou também os constrangimentos enfrentados pela 4.ª secção dos Bombeiros Voluntários da Covilhã, instalada no mesmo edifício.
Duarte Rodrigues lembrou que a Junta já tinha apresentado anteriormente um pedido formal de intervenção no espaço.
“O edifício onde se encontra instalada a 4.ª secção dos Bombeiros Voluntários do Paul já motivou há algum tempo um pedido formal de intervenção e urgente por parte da Junta de Freguesia, com o objetivo de devolver dignidade e segurança aos nossos bombeiros.”
O autarca apontou limitações estruturais do quartel, nomeadamente a falta de espaço e de parqueamento adequado para os veículos operacionais.
“Quase 40% dos bombeiros estão na 4.ª secção do Paul. Esse problema estrutural aloca-se relativamente à capacidade que o edifício já não tem. Não dispõe de espaço suficiente nem de parqueamento adequado para as viaturas.”
Segundo explicou, nas últimas intempéries alguns veículos tiveram mesmo de ser deslocados para a Covilhã para ficarem protegidos.
Perante esta situação, Duarte Rodrigues defendeu que chegou o momento de estudar uma solução de fundo.
“Entendemos que chegou o momento de avançar com a planificação da construção, provavelmente um novo quartel numa outra zona.”
A Junta de Freguesia garante ter disponibilidade para colaborar no processo, assegurando que possui um terreno que poderá ser disponibilizado para a construção da infraestrutura.
Câmara reconhece limitações

Em resposta, o presidente da Câmara Municipal da Covilhã, Hélio Fazendeiro, reconheceu que o edifício apresenta limitações, lembrando que se trata de um espaço municipal cedido à Junta de Freguesia e aos bombeiros.
O autarca apontou que o município espera que as entidades utilizadoras assegurem a manutenção regular do espaço, de forma a garantir a sua conservação.
“Aquilo que esperamos desde logo das entidades a quem cedemos o edifício é que vão fazendo a manutenção que permita a conservação daquele espaço.”
Ainda assim, Hélio Fazendeiro admitiu a possibilidade de futuras intervenções, dependentes de financiamento.
“Temos expectativa que seja possível no futuro ter algum tipo de financiamento que nos permita melhorar ou ampliar aquele espaço.”
Apesar das limitações, o presidente da autarquia destacou que o edifício tem cumprido as funções para as quais foi concebido, quer no apoio à secção do Paul dos bombeiros, quer na realização de atividades culturais e recreativas no auditório.
O tema voltou a ser abordado por Jorge Simões, vereador eleito pelo PSD, no período antes da ordem do dia da reunião privada da Câmara Municipal da Covilhã, a 6 de março.
