Colégio das Freiras: Câmara garante alternativas após fim das negociações

A Câmara da Covilhã garante ter alternativas para assegurar a continuidade da resposta educativa às crianças do Colégio das Freiras, após o fim das negociações com os proprietários do edifício — um desfecho que, segundo a autarquia, já era esperado.

De acordo com o Notícias da Covilhã, os proprietários deram por encerradas as conversações depois de a Câmara não ter aceitado as condições propostas para a renovação do contrato de arrendamento, que implicavam a duplicação da renda mensal.


Ainda assim, a vereadora da Educação, Regina Gouveia, assegura que o município nunca deixou de preparar cenários alternativos. “Estávamos a contar com isto”, afirmou, sublinhando que o processo tem sido “muito difícil de gerir”, mas que a autarquia tem trabalhado em soluções em articulação com várias entidades, incluindo a Segurança Social e os pais.

Este ponto ganha particular relevância numa altura em que o equipamento previsto como alternativa — o “Bolinha de Neve” — não estará pronto no início do próximo ano letivo, aumentando a pressão para encontrar respostas rápidas.

Do lado dos proprietários, Eugénia Melo e Castro reiterou ao Notícias da Covilhã que a Câmara estava avisada há cerca de um ano para as condições exigidas numa eventual renovação, nomeadamente o aumento da renda de cinco mil para dez mil euros mensais. Face à recusa, “a negociação acabou”, afirmou.

Perante este cenário, a autarquia insiste que o mais importante é garantir uma solução para as crianças e famílias afetadas, assegurando que existem alternativas preparadas para responder à situação já antecipada.