Nossos Cantam Abril e Fernando Tordo celebram o 25 de Abril na Covilhã num programa que já começou

Os concertos de Fernando Tordo e Camané, várias iniciativas de âmbito cultural e educativo, instalações artísticas, um tributo às mulheres de abril e as tradicionais arruadas e a Sessão Solene Comemorativa da Assembleia Municipal são alguns dos momentos que vão marcar as comemorações do 52.º aniversário do 25 de Abril na Covilhã, que se prolongam até ao final do mês.

Uma programação pensada para “homenagear aqueles que fizeram a Revolução de Abril e, sobretudo, para promover os valores e princípios conquistados, procurando transmitir às novas gerações a importância da continuidade do regime democrático, que precisamos todos os dias de cultivar”, tal como referiu o Presidente da Câmara Municipal, Hélio Fazendeiro, no final da sessão privada do executivo, realizada hoje, durante a qual deu a conhecer o programa.


“São diversas celebrações e manifestações culturais que envolvem toda a comunidade, os jovens, a comunidade educativa e as associações para celebrar a extraordinária conquista da Liberdade e da Democracia”, referiu.

A marcar a data, estará a instalação artística “Por Abril Sempre”, que tem curadoria de Luís da Cruz, numa iniciativa que envolve o Espaço C3D – Biblioteca Municipal da Covilhã e o Centro de Ativ’Idades. Neste âmbito estão na Praça do Município vários cravos alusivos ao momento, resultantes do aproveitamento das lonas com que o mesmo artista executou o cravo gigante com que se celebraram os 50 anos do 25 de Abril. A instalação começou hoje mesmo a ser executada.

Já a Biblioteca Municipal recebe a exposição bibliográfica “Palavras Livres”, sobre como foi, e é, conquistar a liberdade, nas mais diversas formas de expressão artística.

No mesmo local, a exposição “Não Podias”, uma longa lista de proibições que hoje parecem impensáveis.

Outra instalação artística, desta feita “A Beleza de NÃO ser Ditadura”, de palavras que balançam entre ditadura e liberdade e dá a noção do antes e do depois da Liberdade.

O programa também inclui várias ações de âmbito educativo, nomeadamente ações intergeracionais que juntam os mais novos com os que viveram o tempo da ditadura, como por exemplo a ação “Como era Viver antes e após a Revolução dos Cravos” ou a partilha de registos de jovens e testemunhos de idosos sobre as suas vivências do dia 25 de Abril, sem esquecer a interpretação de músicas de Abril, pelas vozes do CAI e uma sessão alusiva aos 50 anos da Constituição da República Portuguesa, com a participação de alunos.

O programa inclui ainda a assinatura dos Contratos de Apoio ao Associativismo, no dia 18, e a apresentação do projeto Bairros Digitais, no dia 20.

A 24 de abril, as celebrações ganham especial relevo, com o Tributo às Mulheres de Abril, numa sessão de homenagem que terá prelúdio musical com Filipa Sousa, moderação de Elisa Pinheiro e as intervenções de António Assunção, Casimiro Santos e Marisa Tavares, a que se juntam os testemunhos de Alexandrina Alves, Elvira Cardoso e Maria Eugénia Proença.

À noite, será realizado o tradicional jantar e arruada de Abril, numa organização da União de Sindicatos do Distrito de Castelo Branco e da Banda da Covilhã, com o apoio do Município.

Segue-se, às 22:30, na Praça do Município, o espetáculo “Os nossos Cantam Abril, com Tó Duarte & Amigos, e às 23:15, o concerto de Fernando Tordo “60 Anos de Canções”, que também conta com a participação especial de Filipa Vieira.

A passagem de 24 para 25 de abril, será marcada por fogo-de-artifício.

A 25 de abril, dia em que se assinala a Revolução, às 10:00, a habitual arruada com distribuição de cravos entre o Jardim Público e a Praça do Município, acompanhada pela Banda Filarmónica Sanjorgense.

Às 10:15, o Içar da Bandeira e às 10:30, a Sessão Solene da Assembleia Municipal.

Às 21:30, no Teatro Municipal, atua o artista Camané.

A 26 de abril, às 16:00, decorrerá a estreia da obra coral composta por Luís Cipriano para o poema “Sinfonia” de Fernando Paulouro Neves e às 18:00, será apresentado o Livro “Mil Razões para ter Esperança”, também de Fernando Paulouro Neves, numa iniciativa apoiada pelo Município e que conta com organização do Instituto que tem o nome deste jornalista e escritor que faleceu em 2025.

A fechar a programação, no dia 30 de abril, realiza-se o Concurso Municipal de Leitura, promovido pelo Município e pela Rede Concelhia das Bibliotecas Escolares.