Garantias insuficientes para a Serra da Argemela

O Secretário de Estado da Energia, João Galamba, garantiu ontem ao Grupo pela Preservação da Serra da Argemela que “irá ouvir as populações e os autarcas”, sobre o pedido de exploração mineira para aquela serra. A garantia foi dada na reunião entre o Grupo, autarcas do Barco e Coutada, Silvares e Lavacolhos e o governante, adiantou à Rádio Covilhã Joana Bento, do Grupo de Preservação da Serra. Uma garantia que “não sossega as preocupações” da população.

Joana Bento recorda que o segundo pedido de exploração, que agora está em causa, é para uma área de 8ha, o primeiro era para cerca de 400, “mas os problemas são os mesmos, porque se trata de uma mina a céu aberto” garante. O grupo pretende que seja “aplicada a este a pedido a resolução aprovada pela Assembleia da Republica em maio por unanimidade porque espelha as nossas preocupações”. O documento aprovado recomenda ao Governo que “preserve a Serra da Argemela e torne pública toda a informação sobre o projeto de exploração mineira, avalie o impacte ambiental da mesma e envolva nesta questão as autarquias e a população”.

Para Joana Bento a reunião desta terça-feira “foi positiva, mas não suficiente”, afirma que “há a garantia de que as populações serão ouvidas, mas descansados não podemos ficar, porque temos consciência do que implica uma mina a céu aberto para a qualidade de vida das populações”, refere.

Recordar que o grupo considera que a exploração mineira naquele local é “um atentado contra as populações dos concelhos da Covilhã e Fundão, contra o rio Zêzere, contra a estrutura arqueológica do Castro da Argemela, que se encontra em vias de classificação, e contra todas as valências da Serra da Argemela e da região nas quais o impacto negativo é constantemente sonegado”. O segundo pedido de exploração mineira para aquela serra deu entrada em novembro, a título experimental, para uma área de cerca de 8ha exclusivamente na freguesia de Barco e Coutada no concelho da Covilhã.