85 anos AEFHP: distinção do mérito, sem esquecer urgência das obras

Relembrar o passado com os olhos postos no futuro, foi o mote para as comemorações dos 85 anos da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, antigo Liceu Nacional da Covilhã. A cerimónia decorreu ao longo da tarde de sábado, no grande auditório da Faculdade de Ciências da Saúde da UBI, no discurso de circunstância, o diretor do agrupamento frisou o mérito educativo da instituição ao longo dos anos, sem esquecer as carências das várias escolas que compõe o Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto (AEFHP), o maior do concelho.

Recordar que o agrupamento foi criado há 5 anos, resultado da agregação da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, sede do agrupamento, do Agrupamento de Escolas de Tortosendo e do Agrupamento de Escolas Entre-Ribeiras, Paul. É composto pela Escola Secundária Frei Heitor Pinto (com 3.º ciclo e secundário), Escola Básica de Tortosendo (com 2.º e 3.º ciclos), Escola Básica N.º 2 de Paul (com 2.º e 3.º ciclos), 11 Escolas Básicas de 1.º Ciclo e 12 estabelecimento com pré-escolar, e encontra-se implantado num território de cerca de 550 km2, que vai desde a Covilhã, Tortosendo, Dominguiso, Vales do Rio, Peso, Coutada, Cortes do Meio, Unhais da Serra, Paul, Barroca Grande e São Jorge da Beira. Frequentam o AEFHP cerca de 1700 crianças e alunos.

Uma realidade que “faz a diferença”, Rogério Monteiro, diretor do agrupamento, afirma que “tem vindo a encontrar a sua identidade na diferencialidade, hoje sabemos de novo quem somos e o que queremos”.

Na sua intervenção, na cerimónia comemorativa dos 85 anos, afirmou que este é o “momento de sermos reconhecidos” e pediu a “intervenção no campus da ESFHP”, um processo que se “encontra em curso e cujas obras arrancam ainda este ano letivo” frisou, recordando as grandes necessidades da ESFHP. Necessidades essas que “não tem condições compatíveis com a excelência da sua oferta e do seu ensino, não tem um auditório e não tem um espaço coberto desportivo à medida das exigências, do volume de atividades científicas, pedagógicas, didáticas, culturais e desportivas que produz. Tem enormes custos com as suas redes de água e aquecimento”.

Também a escola do Tortosendo foi lembrada no seu discurso, referindo a “necessidade urgente de um espaço coberto para a prática de educação física” considerando também “preocupante o estado dos pisos exteriores e das salas de aula, das redes de águas e de gás e do mobiliário”.

Para o diretor do agrupamento é também “notório e preocupante o estado em que os pisos exteriores se encontram na EB2 do Paul, referindo ainda “a demora em repor o normal funcionamento do Pavilhão Gimnodesportivo Municipal”, naquela vila. Realçando ainda que “os estabelecimentos com pré-escolar e de 1.º ciclo pedem outro cuidado ao nível não só do edificado, mas também do equipamento didático e tecnológico”. Carência enumeradas pelo Diretor do Agrupamento de Escolas Frei Heitor Pinto, num dia que serviu também para reconhecer o mérito dos atuais e antigos alunos da escola, bem como do seu corpo docente.

Na área da docência, foi homenageado aquele que é considerado “uma das grandes referências da escola Fernando Panarra.

Foram atribuídos dois Títulos de Embaixador AEFHP, a duas, também, grandes referências da Escola Secundária Frei Heitor Pinto, antigo Liceu Nacional da Covilhã, Luiz de Sá Pessoa, e Miguel Castelo-Branco;

Com o Prémio ALUMNI 2019, 10 ex-alunos notáveis João Casteleiro, Adolfo Mesquita Nunes, Luís Proença, Carlos Xistra, Joana Pinto, Daniela Santiago, João Carvalho, Marcos Santos, Paulo Augusto Oliveira e Vasco Cardoso, que são “exemplos de profissionais e pessoas” que servem de exemplo aos atuais alunos pela “humildade e generosidade, trabalho, dedicação, perseverança, esperança e entusiasmo para o trabalho escolar e para a vida” concluiu o diretor.