Covilhã “votada ao abandono”

A Covilhã está deitada ao abandono, o estado dos jardins, parques infantis, elevadores, semáforos e sanitários públicos é vergonhoso. Acusações que todos os partidos da oposição proferiram na última Assembleia Municipal da Covilhã.

O primeiro a apontar o “abandono e desleixo” foi o PSD pela voz de João de Deus, que teceu duras críticas ao estado do Jardim da Goldra. “O desleixo é de tal ordem que resolvemos organizar o 1º encontro de moto roçadouras para fazer o que a autarquia não faz”. Referiu o deputado que acrescentou que “o cenário naquele local é digno de um documentário sobre a vida selvagem já que está transformado numa selva”

Também o movimento “de Novo Covilhã” levou o tema. Mónica Miguel referiu que “é triste e vergonhoso o estado de degradação dos jardins, Complexo Desportivo, semáforos e elevadores. “A Goldra está abandonada, no Complexo Desportivo nascem ervas na bancada, os elevadores estão sempre fora de serviço”, descreveu. A deputada questionou o que fazem os “funcionários da câmara pagos a peso de ouro, para se chegar a este estado” e desafiou Vítor Pereira a “sair do gabinete e na primeira pessoa ver como está a ficar a cidade”.

Já o PCP centrou a sua atenção nos sanitários públicos. Vítor Reis Silva fez um levantamento fotográfico que mostrou na Assembleia. “Um estado que envergonha qualquer um” referiu, acrescentando que “é urgente uma intervenção dada o atentado à saúde pública”.

Vítor Pereira, presidente da Câmara, reconhece que no “caso dos sanitários é urgente intervir”, de resto afirmou que “irá em breve apresentar um projeto de reformulação onde alguns deles serão demolidos, os que se situam em locais que não se justifiquem e outros serão substituídos por equipamentos mais modernos”. Acrescenta que “a seu tempo será feito, uma vez que não se pode fazer com urgência o que não se fez em 20 anos”.

De resto o autarca acrescenta que “não há desleixo nenhum, há é deputados cuja vocação é vir à Assembleia dizer que tudo está mal”. Vítor Pereira diz que “foi necessário definir prioridades e os meios humanos e financeiros do município foram mobilizados para a limpeza de faixas de gestão de combustível e proteção de aldeias, dando prioridade à segurança em detrimento da estética”.