UBI continua entre as melhores do mundo

Pelo terceiro ano consecutivo a UBI surge no intervalo entre as 601-800 melhores universidades do mundo, num total de 1258 instituições analisadas em 86 países pelo prestigiado World University Rankings (WUR), desenvolvido pelo Times Higher Education (THE). De acordo com o relatório hoje divulgado, das 13 instituições portuguesas que integram o estudo a UBI surge em 6º lugar.

A edição de 2019 do estudo internacional, divulgado esta quarta-feira, dia 26 de setembro, evidencia que a UBI mantém uma presença firme neste ranking, apesar da concorrência acrescida pelo progressivo aumento do número de instituições analisadas: relativamente ao ano passado foram mais 155 e, comparativamente com 2017, ano em que a UBI surge pela primeira vez na lista, os técnicos do ranking avaliaram mais 277.

O WUR considera 13 indicadores, distribuídos pelas cinco grandes áreas de atividade das instituições de Ensino Superior. São elas Ensino, Investigação, Citações, Transferência de Conhecimento e Internacionalização. A UBI sobe a performance em quatro: Investigação, Citações, Transferência de Conhecimento e Internacionalização.

O campo Citações, no qual a UBI alcança notas elevadíssimas, merece destaque por evidenciar a “qualidade da investigação que é feita na UBI, porque os resultados estão a servir de suporte ao trabalho de cientistas internacionais, e são por eles citados. Demonstra-se assim que a investigação da UBI é útil para a humanidade”, segundo afirma José Páscoa, Vice-Reitor da Universidade da Beira Interior no site oficial da academia.

Numa análise global, o responsável pela Área de Investigação e Projetos destaca que a UBI se mantém “no patamar dos últimos anos, apesar da competição acrescida pelo aumento significativo do número de instituições analisadas”, e tendo em consideração alguns constrangimentos estruturais.

“No parâmetro Ensino, onde este ano não subimos, ao contrário do que aconteceu de 2017 para 2018, podemos melhorar se aumentarmos o número de doutoramentos concluídos. Além desse factor, e para o item Ensino o ranking também considera as transferências do Orçamento de Estado por aluno e, como se sabe, a UBI é altamente prejudicada neste plano. Não subimos mais no ranking também porque o governo nos limita o orçamento. É extraordinário o que os nossos professores fazem com tão pouco dinheiro”, refere José Páscoa.